
O vereador Everton Oliveira da Costa, o Coisa Boa (PL), réu pela morte do cão comunitário Branquinho, em Cidreira, no Litoral Norte, teria tentado coagir uma testemunha, nesta sexta-feira. Logo, por solicitação do Ministério Público (MPRS), a denúncia consta em boletim de ocorrência.
Segundo a Polícia Civil, Everton Coisa Boa teria intimidado uma mulher na avenida Alfredo Pedro da Silva, próximo ao numeral 5037, no Parque dos Pinos, às 10h. Na ocasião, o político teria abordado a vítima e afirmado saber que ela havia prestado depoimento no inquérito da morte do cachorro.
Igualmente, ainda conforme o MPRS, Everton Coisa Boa sorria e olhava fixamente nos olhos da mulher, enquanto fazia afirmativas. Assim, ela relatou ter sentido medo do político, em especial por estar sozinha no momento do ocorrido.
Afinal, o MPRS já havia solicitado a prisão preventiva de Everton Coisa Boa. O pedido, entretanto, acabou sendo negado.
Relembre a morte do cão
Em 12 de junho, Branquinho morreu após ser baleado no entorno de um mercado, propriedade do vereador, em 12 de junho. Além disso, houve apreensão de uma pistola .9 que, segundo a DP de Cidreira, seria de Everton Coisa Boa.

Da mesma forma, munições .9 foram recolhidas na casa de Everton Coisa Boa, durante a Operação Alemão, em 24 de junho. Ademais, a investigação reúne laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), além de imagens de câmeras e depoimentos, indicando possível autoria do parlamentar.
O que diz o vereador
Everton Coisa Boa nega ter matado o cachorro. Ele alegou, em um vídeo, que o autor dos disparos seria outro homem.
A reportagem tenta contato com o advogado Décio Itiberê Gomes de Oliveira, à frente da defesa de Everton Coisa Boa. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte: Marcel Horowitz

