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Superintendente da Polícia Penal é convocado a depor após prisão de policial penal cedido ao Ministério Público do RS

Superintendente da Polícia Penal, Sergio Ilha Dalcol, deverá prestar depoimento como testemunha após prisão de agente - Foto: Rafa Marin/Polícia Penal / Redes Sociais
Superintendente da Polícia Penal, Sergio Ilha Dalcol, deverá depor como testemunha após prisão de agente – Foto: Rafa Marin/Polícia Penal

O superintendente da Polícia Penal, Sergio Ilha Dalcol, foi convocado a prestar depoimento no caso do policial penal cedido ao Ministério Público (MPRS), Cassiano Uflacker Lutz de Castro, preso preventivamente por suspeita de lavagem de dinheiro. Logo, a oitiva ocorrerá nesta sexta-feira, na condição de testemunha.

Sergio Dalcol, ademais, será ouvido por conta da suposta amizade com o investigado. Tal proximidade incluiria a hospedagem de Dalcol, natural de Santa Maria, em um apartamento do colega, em Porto Alegre.

Do mesmo modo, além do superintendente, a convocação inclui outro homem, que prestava serviços à família do suspeito. Ele também vai depor como testemunha.

A reportagem contatou Sergio Dalcol, que respondeu via assessoria da Polícia Penal. A nota pode ser lida abaixo.

O que diz a Polícia Penal

A Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) informa que o superintendente da Polícia Penal do Rio Grande do Sul (PPRS), Sérgio Ilha Dalcol, foi notificado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) para prestar depoimento em processo que envolve um servidor da instituição.

O depoimento está marcado para ocorrer nesta sexta-feira (18), ocasião em o superintendente prestará os esclarecimentos solicitados pelas autoridades, colaborando integralmente com a apuração dos fatos.

A SSPS reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e a colaboração com os órgãos responsáveis pela investigação.

Entenda a investigação

Lotado no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Cassiano Uflacker acabou sendo preso em ação dos colegas, na segunda-feira (14). Ele segue na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) 1, mas nega ter cometido crimes.

Conforme a investigação, o policial penal teria furtado ouro de seu avô. Logo, também segundo apuração do MPRS, os valores podem ter sido ocultados via compra de bens, com movimentação estimada em até R$ 18 milhões.

O agente penal é, desde 11 de dezembro de 2023, assessor de segurança da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais do MPRS, o que inclui o Gaeco. Com renovação do serviço, em 29 de outubro de 2025, teve contrato estendido até 11 de novembro deste ano.

O que diz a defesa

O advogado Brunno Ruschel de Lia Pires, à frente da defesa de Cassiano Uflacker Lutz de Castro, afirma ter dificuldades de acesso aos autos do processo, mas garante a inocência do cliente. Ele nega a suposta quantia movimentada.

“Ele fez compras com o próprio dinheiro. Além disso, é evidente que a estimativa de valores do MPRS não faz sentido”, diz Brunno de Lia Pires.

O advogado, igualmente, rebate as alegações do furto de ouro, evitando detalhar o caso. Destaca, entretanto, que o policial penal é alvo de disputas na família.

“Ele é vítima de briga por patrimônio familiar. Nada disso, então, envolve dinheiro público nem desvio de conduta do servidor. Vamos comprovar a inocência dele”, enfatiza Brunno de Lia Pires, que já impetrou habeas corpus.

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Fonte: Marcel Horowitz




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