
O superintendente da Polícia Penal, Sergio Ilha Dalcol, foi convocado a prestar depoimento no caso do policial penal cedido ao Ministério Público (MPRS), Cassiano Uflacker Lutz de Castro, preso preventivamente por suspeita de lavagem de dinheiro. Logo, a oitiva ocorrerá nesta sexta-feira, na condição de testemunha, segundo ofício.
Sergio Dalcol, ademais, será ouvido por conta de suposta relação de proximidade com o investigado. Este teórico contexto de amizade, portanto, incluiria possível hospedagem de Dalcol, natural de Santa Maria, em um apartamento do colega, em Porto Alegre.
Do mesmo modo, além de superintendente, a convocação ainda abrange um outro homem, que prestava serviços à família do suspeito. Igualmente, ele também vai depor como testemunha.
A reportagem contatou Sergio Dalcol, mas não obteve retorno. Entretanto, a assessoria de comunicação da Polícia Penal se dispôs a enviar nota, que será publicada nesta matéria, logo após envio.
Entenda a investigação
Lotado no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Cassiano Uflacker Lutz de Castro acabou sendo detido em ação dos colegas, na segunda-feira (14). Desde então, continua recolhido na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) 1, mas nega ter cometido delitos.
Conforme a investigação, o policial penal teria furtado ouro de seu avô. Logo, também segundo apuração do MPRS, os valores podem ter sido ocultados via compra de bens, com movimentação estimada em até R$ 18 milhões.
O agente penal é, desde 11 de dezembro de 2023, assessor de segurança da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais do MPRS, o que inclui o Gaeco. Com renovação do serviço, em 29 de outubro de 2025, teve contrato estendido até 11 de novembro deste ano.
O que diz a defesa
O advogado Brunno Ruschel de Lia Pires, à frente da defesa de Cassiano Uflacker Lutz de Castro, afirma seguir com dificuldades de acesso aos autos do processo, mas garante a inocência do cliente. Do mesmo modo, nega a estimativa da suposta quantia movimentada.
“Ele fez compras com o próprio dinheiro. Além disso, é evidente que a estimativa de valores do MPRS não faz sentido”, diz Brunno de Lia Pires.
O advogado, igualmente, rebate as alegações do furto de ouro, evitando detalhar o caso. Destaca, entretanto, que o policial penal é alvo de disputas na família.
“Ele é vítima de briga por patrimônio familiar. Nada disso, então, envolve dinheiro público nem desvio de conduta do servidor. Vamos comprovar a inocência dele”, enfatiza Brunno de Lia Pires, que já impetrou habeas corpus.
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Fonte: Marcel Horowitz

