
A defesa do vereador Giovane Byl (Podemos), preso preventivamente na manhã desta sexta-feira durante a Operação Cinesia, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), afirmou que o parlamentar se declara inocente e pretende apresentar sua versão após ter acesso aos autos da investigação.
O advogado Marcio Rodrigo Tressoldi, que representa Byl, disse que a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo do inquérito. Segundo ele, será feito um requerimento para obter os documentos e, somente depois da análise, a defesa deverá se manifestar sobre as acusações. “Ele se declara totalmente inocente e irá provar isso”, afirmou Tressoldi.
Após ser preso, Byl foi conduzido à 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (3ª DPPA), onde aguardará a audiência de custódia. Conforme o advogado, uma manifestação mais detalhada será apresentada posteriormente. “Não tivemos acesso aos autos, mas estamos providenciando para que isto ocorra na tarde desta sexta-feira”, disse.
A assessoria de imprensa do vereador também deverá divulgar uma nota após a defesa ter acesso ao conteúdo da investigação. Tressoldi afirmou, ainda, que a manifestação ocorrerá “em momento oportuno”.
Operação Cinesia
Deflagrada nesta sexta-feira, a Operação Cinesia investiga o possível desvio de mais de R$ 2 milhões em recursos públicos destinados à saúde por meio de emendas parlamentares em Porto Alegre. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão na Capital e em Imbé. Byl está entre os presos.
Segundo o MPRS, uma organização da sociedade civil que executava projetos financiados com recursos públicos é suspeita de ter transferido parte dos valores recebidos para contas de livre movimentação e, posteriormente, realizado repasses a empresas, dirigentes, agentes públicos e outras pessoas ligadas ao grupo investigado. A investigação segue sob sigilo.
Byl é vereador de Porto Alegre e está no segundo mandato. Ele foi reeleito em 2024, com 12.115 votos, e é candidato a deputado estadual nas eleições deste ano.

