
A pouco menos de nove meses do fim do segundo mandato de Eduardo Leite no comando do Piratini, o governo entra em uma nova fase, a derradeira. Com um novo secretariado, formado quase que na totalidade por nomes que ascenderam de outros cargos, e outros que ingressaram na gestão, Leite focará os últimos meses em entregas.
Para agilizar as iniciativas, o governador colocou o ex-chefe da Casa Civil Artur Lemos, no comando de uma pasta extraordinária, a Geral de Governo. A missão de Lemos, que sempre foi um dos homens mais próximos de Leite, será destravar processos internamente, agilizando a cooperação e atuação entre secretarias e órgãos da administração indireta. “Vamos identificar os pontos prioritários e daremos atenção especial a esses projetos. Muitos deles, claro, estarão vinculados à reconstrução. Ele salientou que a nova secretaria foi criada para suprir uma lacuna.
“Desde o início do segundo mandato o governador falava em um tocador de tambor, que compreende a máquina pública e vai buscar as soluções fazendo a articulação entre as secretarias, garantindo a transversalidade, para que as entregas sejam feitas de forma mais célere à sociedade gaúcha. Foi a partir deste entendimento que veio o convite e aceitei o desafio”, disse Lemos, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba. Lemos contou que há anos, quando presidia a Fundação Zoobotânica, teve a oportunidade de ver a eficácia da pasta e a atuação de Erik Camarano, então secretário Geral de Governo na gestão Yeda Crusius. “Ali tive a oportunidade de ver de perto a importância da pasta, da articulação interna no governo”, destacou.
Na primeira reunião do novo secretariado, na quinta-feira, Leite reforçou as prioridades desta etapa da gestão e até o fim do mandato e fez um “chamado incisivo” para que se governe com o mesmo ímpeto dos primeiros dias de mandato até o último dia.
Fonte: Taline Oppitz / Correio do Povo