
Com a derrota por 1 a 0 para o Flamengo, no último domingo (10), o Grêmio caiu para a 17ª colocação, com 17 pontos, e entrou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro após 15 rodadas. Depois do jogo, os personagens gremistas voltaram a falar sobre as dificuldades enfrentadas na temporadas serem inerentes a um ano de “reconstrução do clube”.
“É um dos trabalhos mais difíceis que tive até hoje. O 11 inicial, se nós somarmos no último jogo, os anos que tem os jogadores no clube, tinham menos anos do que a presença do Kannemann no clube. É realmente um trabalho difícil. Mas mesmo sendo difícil, esperava neste momento estar em uma posição na tabela”, admitiu o técnico Luís Castro.
A própria vinda do treinador português foi apontada pelo vice-presidente de futebol Antônio Dutra Jr. como uma decisão que precisa de tempo para apresentar resultados. “Trouxemos um treinador com experiência europeia, isso não acontecia desde 1954, nessa época o futebol era diferente. Arriscamos fazer uma mudança de método. Entendíamos que o Grêmio vinha em uma situação muito ruim, e precisava uma mudança. Essa é uma mudança dolorida, que nos impõe dificuldades”, destacou o dirigente.

Assim como Castro, Dutra também citou a mudança de fotografia do elenco. “20 jogadores foram dispensados. Não tínhamos possibilidade de fazer planejamento de elenco para essa temporada. Herdamos um elenco que já vinha do ano passado, e era insuficiente. Existe todo um processo de readaptação. São dificuldades que esperávamos. Seguimos trabalhando, acreditando no projeto. Mas sim, é um ano difícil, de reconstrução”, concluiu.