
O custo da cesta básica em Porto Alegre chegou a R$ 811,82 em abril. O valor representa um aumento de 1,5% em relação ao mês anterior. Em 2026, a alta acumulada é de 3,52%. No entanto, nos últimos 12 meses, o custo caiu -2,69%. Em abril, Porto Alegre teve a sexta cesta básica mais cara entre as capitais brasileiras.
Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). De acordo com a pesquisa, a cesta básica custa 54,14% do salário mínimo líquido (R$ 1.621,00).
Entre março e abril, oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: batata (17,07%), leite integral (12,40%), feijão preto (5,51%), tomate (3,28%), arroz agulhinha (2,17%), óleo de soja (1,40%), pão francês (0,65%) e carne bovina de primeira (0,52%). Os outros cinco produtos apresentaram queda de preço: açúcar refinado (-3,39%), banana (-1,70%), manteiga (-1,27%), café em pó (-0,75%) e farinha de trigo (-0,33%).
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, seis produtos registraram alta: tomate (42,50%), feijão preto (17,23%), leite integral (16,99%), batata (6,67%), pão francês (2,36%) e carne bovina de primeira (0,73%). Os seguintes produtos apresentaram queda de preço: óleo de soja (-10,38%), açúcar refinado (-7,36%), café em pó (-6,31%), banana (-4,32%), arroz agulhinha (-2,53%), manteiga (-2,46%) e farinha de trigo (-1,69%).
Cesta está mais cara em todas as capitais
Pelo segundo mês consecutivo, o custo da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais brasileiras, onde o Dieese, em parceria com a Conab, realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre março e abril de 2026, as elevações mais importantes ocorreram em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).
São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 906,14), seguida por Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26).
Em 12 meses ou entre abril de 2025 e abril de 2026, o custo da cesta ficou maior em 18 capitais e menor em outras nove. A altas mais expressivas foram registradas em Cuiabá (9,99%), Salvador (7,14%) e Aracaju (6,79%). Já as quedas variaram entre -4,84%, em São Luís, e -0,34%, em São Paulo.
Salário mínimo deveria ser 4,7 vezes maior
O Dieese aponta ainda que o valor do salário mínimo em abril deveria ser de R$ 7.612,49 ou 4,70 vezes o mínimo de R$ 1.621,00. O dado leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. A estimativa usa como base a cesta mais cara, que, em abril, foi a de São Paulo.
Fonte: Correio do Povo