
O vereador Everton Oliveira da Costa, o Coisa Boa (PL), réu pela morte do cão comunitário Branquinho, em Cidreira, no Litoral Norte, teria tentado coagir uma testemunha nesta sexta-feira. Logo, por solicitação do Ministério Público (MPRS), o fato está em boletim de ocorrência.
A denúncia aponta que Everton Coisa Boa teria intimidado uma mulher na avenida Alfredo Pedro da Silva, próximo ao numeral 5037, no Parque dos Pinos, às 10h. Na ocasião, o político teria abordado a vítima e afirmado saber que ela havia prestado depoimento no inquérito da morte do cachorro.
Igualmente, ainda conforme o MPRS, Everton Coisa Boa sorria e olhava fixamente nos olhos da mulher, enquanto fazia afirmativas. Assim, ela relatou ter sentido medo do político, em especial por estar sozinha no momento do ocorrido.
Afinal, o MPRS já havia solicitado a prisão preventiva de Everton Coisa Boa. A juíza Patrícia Antunes Laydner, entretanto, negou o pedido.
Relembre a morte de Branquinho
Em 12 de junho, Branquinho morreu após ter sido baleado próximo a um mercado, que é propriedade do vereador. Na data, houve apreensão de uma pistola .9 que, segundo a DP de Cidreira, seria de Everton Coisa Boa.

Da mesma forma, munições foram recolhidas na casa do parlamentar, durante a Operação Alemão, em 24 de junho. Ademais, a investigação reúne laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), além de imagens de câmeras e depoimentos.
O que diz o vereador
Everton Coisa Boa nega ter matado o cachorro. Ele alegou, em um vídeo, então, que o autor dos disparos seria outro homem e que teria sido confundido com tal sujeito.
A reportagem tenta contato com o advogado Décio Itiberê Gomes de Oliveira, à frente da defesa de Everton Coisa Boa. O espaço segue aberto para manifestações.
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Fonte: Marcel Horowitz

