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Líder de facção condenado por matar PM em Cidreira usa celular na Penitenciária de Porto Alegre: “Bota no Google”

Maycom Leiria da Silva, condenado a mais de 100 anos de reclusão por morte de PM, envia mensagem com celular dentro da Pepoa - Foto: Arquivo Pessoal / Marcel Horowitz
Maycom Leiria da Silva, condenado por matar PM, usa celular na Pepoa – Foto: Arquivo Pessoal / Marcel Horowitz

Celulares mostram diálogos de Maycom Leiria da Silva, 33 anos, considerado líder da facção Bala na Cara, em Cidreira, dentro da Penitenciária Estadual de Porto Alegre (Pepoa), onde cumpre 102 anos de pena. Ele é um dos condenados por matar o policial militar Thales Ferreira Floriano, 31, em 2016.

O material, obtido com exclusividade pela Rádio Guaíba, traz vídeos e áudios, assim como textos. Em suma, o detento parece interagir com uma mulher que, ao mesmo tempo, demonstra interesse em conhecer seu passado de crimes mas, todavia, analogamente, também questiona sua condição de apenado.

“Parece que você não está preso, você passa celular”, avalia a mulher. Logo, ele encaminha uma filmagem de si mesmo, sorrindo, enquanto gesticula com os dedos o número dois, sinal da facção, e ouve trap, deitado, no interior da cela.

Veja o vídeo gravado por Maycom Leiria da Silva:

Liderança de facção usa celular na Pepoa – Crédito: Arquivo Pessoal / Marcel Horowitz

Da mesma forma, a mulher pergunta: “Tu já matou alguém?”, sendo, ademais, respondida com ênfase. “Tô preso pela morte de polícia”, diz Leiria.

Igualmente, como se já não bastasse, o criminoso ainda sugere uma pesquisa online de seu histórico: “bota meu nome no Google.”

Conversa de mulher com Maycom Leiria da Silva, preso na Pepoa - Foto: Arquivo Pessoal / Marcel Horowitz
Conversa de detento na Pepoa – Foto: Arquivo Pessoal / Marcel Horowitz

Na Pepoa, Maycom Leiria atua como “plantão” (representante dos presos) da Galeria A, no Módulo de Vivência (MV) de número 3. Além disso, cumpre pena junto ao irmão, Lucas Leiria da Silva, condenado a 84 anos de reclusão, igualmente, por envolvimento na morte do PM.

A reportagem tenta contato com os advogados de Maycom Leiria da Silva e, assim, o espaço permanece aberto. Entretanto, em 2020, no júri, a defesa alegou que o PM teria morrido por disparo feito pelos colegas e que, além disso, a posição do corpo e a direção do tiro não condizem com o ponto onde estavam os faccionados.

Assassinato de PM

O homicídio do soldado Thales Ferreira Floriano, então lotado na 3ª Companhia do 2º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (atual 42º Batalhão de Polícia Militar), ocorreu durante ação na Vila Chico Mendes, em Cidreira, no dia 6 de agosto de 2016. Ele deixa esposa e filha, à época, de três anos.

Soldado Thales Ferreira Floriano, morto durante ação da Brigada Militar em Cidreira - Foto: BM
Thales Ferreira Floriano, morto durante ação em Cidreira – Foto: BM

Cinco bandidos, incluindo os irmãos Leiria, foram sentenciados. Afinal, conforme o veredito, a soma inclui 11 condenações por tentativa de homicídio e, além disso, analogamente, por assassinato. Todas as penas, em síntese, variam entre 84 e 102 anos, em regime fechado.

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Fonte: Marcel Horowitz


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