
Agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gravataí prenderam, no Rio de Janeiro, Maique Douglas Gonçalves Valansuelo, o MK, 35 anos, apontado como liderança da facção Os Abertos, do setor vinculado à coligação Antibala. O trabalho ocorreu junto à Polícia Civil carioca, através da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na quarta-feira (22). A defesa nega as alegações.
MK tinha mandado de prisão preventiva em aberto, por tentativa de homicídio. Entretanto, a suspeita da DHPP de Gravataí é que ele pode ter influenciado disputas por pontos de tráfico, contra rivais do grupo Bala na Cara, deixando ao menos quatro pessoas mortas e outras cinco feridas, entre maio e junho.
“Da nossa parte, em específico, ele era procurado por envolvimento no homicídio tentado. Entretanto, por ser liderança, não descartamos sua influência no conflito entre facções”, avaliou o delegado titular da DHPP de Gravataí, Pedro Trajano.
Na capital fluminense, MK residia em um condomínio no Recreio dos Bandeirantes. Ali, havia uma pistola .45, ou seja, ele também vai responder por porte ilegal de arma de uso restrito.
O que diz a defesa
De acordo com o advogado Renato Lima, que representa o suspeito, MK sofre perseguições. Da mesma forma, Lima negou que seu cliente lidere facção.
“As pessoas culpam o Maique por qualquer coisa em Gravataí, sendo que ele havia se mudado ao Rio de Janeiro na tentativa, justamente, de ficar longe disso. No caso dessa prisão preventiva, é apontado como mandante do crime, mas o autor já foi preso e o isentou de qualquer envolvimento. O rapaz é perseguido”, disse Renato Lima.
Igualmente, Lima garantiu que MK não atua no tráfico do RJ. “A mãe dele me ligou, apavorada, após alguns jornais sensacionalistas terem dito que ele integrava o Comando Vermelho. Infelizmente, Maique acaba sendo vítima desse tipo de mentira”, lamentou o advogado.
Quem é Maique Douglas Gonçalves
MK recebeu pena de dois anos e seis meses, por associação criminosa, em 27 de fevereiro. Outrossim, no mesmo julgamento, teve absolvição do homicídio da grávida Ana Paula Leal Pedrozo, ocorrido em 2015. Na ocasião, o júri acatou a tese do advogado Renato Lima, mas condenou, todavia, a 90 anos de reclusão, outros dois acusados.
Ademais, MK tem condenação por porte ilegal de armas e, por isso, cumpriu sete anos de pena. Além disso, soma indiciamentos por homicídio, latrocínio, furto, tráfico e uso de documento falso, entre outros. Está recolhido no Complexo Prisional de Benfica, aguardando transferência ao Rio Grande do Sul.
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Fonte: Marcel Horowitz

