
A Polícia Civil remete, nesta segunda-feira, ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), inquérito da morte do cão comunitário Branquinho, também chamado Alemão, alvejado em Cidreira, no Litoral Norte. O vereador Everton Oliveira da Costa, Everton Coisa Boa (PL), indiciado por maus-tratos, nega qualquer envolvimento no caso.
Branquinho morreu ao ser baleado no Parque dos Pinos, no entorno de um mercado, que é propriedade do vereador, em 12 de junho. Além disso, uma pistola .9, apreendida na data, também seria do político, diz a DP de Cidreira.

Da mesma forma, há munições de igual calibre, recolhidas em 24 de junho, na casa de Everton Coisa Boa, alvo da Operação Alemão. Além disso, segundo a DP de Cidreira, a investigação traz laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), imagens de câmeras e depoimentos, indicando possível autoria do parlamentar.
O que diz o vereador
Everton Coisa Boa alega, em vídeo, ter sido confundido com outro homem. Tal sujeito, ainda conforme o vereador, seria pai de uma criança e teria desferido dois tiros contra o animal. Esse suposto responsável, entretanto, permanece anônimo.
“Eu jamais faria isso. Aconteceu, realmente, um pai, não sei quem, deu dois tiros em frente ao mercado […] e por isso fizeram vídeo, dizendo que foi o vereador. Resumindo, gente, jamais faria isso”, diz o político, na gravação.
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Foto: Marcel Horowitz


