
A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul confirmou a primeira morte por hantavírus em 2026. Trata-se de um homem de 61 anos, morador de Paulo Bento, no Norte do Estado./ Ele residia na área rural do município e morreu em dez de abril. Ainda conforme a Secretaria, o caso não tem ligação com o surto de hantavirose ocorrido em um navio que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Além desta ocorrência, este ano, outra notificação foi confirmada em Antônio Prado, sendo o caso de uma mulher, de trinta e seis anos, também moradora de área rural.
No Brasil, uma outra morte em decorrência da doença foi atestada no último domingo, em Minas Gerais. Atualmente, cerca de onze casos são investigados e mais de vinte já foram descartados. Mesmo com as notificações, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não há risco de pandemia da doença e que o país está preparado para atender pacientes infectados com o vírus.
A diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Tani Raniere, explicou que existem ao menos quarenta espécies de hantavírus no mundo, sendo que aproximadamente nove circulam no Brasil. Ela apontou que a transmissão ocorre, na maioria, pela inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de ratos silvestres que podem estar no ar ou misturadas à poeira, presentes em locais como celeiros e galpões.
A diretora detalhou ainda que a hantavirose apresenta sintomas semelhantes aos de outras doenças, e por isso é fundamental que as pessoas busquem pelo diagnóstico. Entre os principais sinais, constam febre, dor nas articulações, dor de cabeça, náuseas e vômito. Quando atinge a fase pulmonar, é comum que o paciente sinta dificuldade para respirar.
Ainda conforme dados da Secretaria, em 2025, o Estado registrou oito casos da doença, sendo que três evoluíram para óbito. Até o momento, não existe vacina contra o hantavírus e nem um tratamento específico. São recomendadas medidas terapêuticas de suporte, ministradas conforme cada caso por um médico profissional.