
A Prefeitura de Porto Alegre colocou em funcionamento nesta sexta-feira (10) um dos primeiros Centros de Informação em Saúde e Clima do país (Cisc). Instalado na sede da Diretoria de Vigilância em Saúde, o serviço vai cruzar dados meteorológicos com informações da rede pública para antecipar os efeitos do frio, do calor e de eventos extremos na saúde da população.
A inauguração contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Também participaram o prefeito Sebastião Melo, a vice-prefeita Betina Worm, a secretária estadual da Saúde, Lisiane Fagundes, e o secretário municipal, Fernando Ritter.
Para Melo, o centro é um exemplo de federalismo cooperativo. “Esse novo normal de eventos climáticos extremos veio para ficar. Toda medida de preparação e adaptação dos serviços deve ser celebrada. Temos aqui Prefeitura, Estado e União atuando em conjunto pela saúde de todos, especialmente nas crises”, disse.
O objetivo do Cisc é ampliar a capacidade dos municípios de prever riscos e organizar respostas rápidas. Ao todo, nove cidades vão receber a estrutura de forma gradual: Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Cuiabá, Fortaleza, Santarém, Belém, Salvador e Porto Alegre.
Segundo Padilha, a integração entre saúde e clima vai permitir antecipar ações e orientar a população. “É importante lembrar que os desastres são graves, e há outras tragédias relacionadas ao aumento da temperatura e às mudanças climáticas”, afirmou o ministro.
Em Porto Alegre, o trabalho inicial será focado nos impactos do frio e do calor. A diretora da Vigilância em Saúde, Aline Medeiros, explicou que o centro vai usar modelos preditivos e atuar de forma integrada com a Defesa Civil e outras áreas da secretaria.
O projeto começou em abril, após visita de técnicos da SMS ao Rio de Janeiro. Em seguida, o Ministério da Saúde confirmou a Capital gaúcha como cidade-piloto.
A estrutura do Cisc em Porto Alegre terá cinco profissionais selecionados em processo que teve 176 inscritos: dois especialistas em Ciência de Dados, um meteorologista, um geógrafo com foco em análise espacial e um epidemiologista.
O Ministério da Saúde vai custear os contratos e doar equipamentos. A Prefeitura cedeu o espaço e ficará responsável pela coordenação.
Durante a visita, a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental do Ministério, Agnes Soares, fez conexão com os outros centros e apresentou as ações federais para enfrentar as mudanças climáticas no SUS.
Fonte: Rádio Guaíba


