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Empresa ligada a traficante recebe R$ 13 milhões de dinheiro público em Cachoeirinha e Canoas, diz Polícia

Polícia Civil faz buscas na casa da irmã de Tiago Pequeno - Foto: PCRS
Polícia Civil faz buscas na casa da irmã de Tiago Pequeno – Foto: PCRS

Recursos do Executivo Municipal, sendo R$ 10 milhões, de Canoas, e R$ 3 milhões, Cachoeirinha, irrigaram contas de uma empresa de construção ligada ao tráfico de drogas, diz a Polícia Civil. O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) aponta que o empreendimento, mesmo sem ter sede física nem funcionários, recebeu a quantia nos últimos três anos, e que, além disso, sua administração era feita por laranjas.

O esquema é alvo da Operação Lilliput, da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro Contra as Organização Criminosas, sob o comando do delegado Max Otto Ritter. A ação, que segue em vigor, resultou no bloqueio de R$ 81 milhões.

Buscas contra Tiago Pequeno e irmã

Um dos investigados é Tiago Soares da Silva, o Pequeno, 43 anos, apontado como ex-liderança da facção Bala na Cara. Nessa terça-feira (28), buscas aconteceram na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), onde Pequeno está recolhido, mas nada foi encontrado ali. Já no dia seguinte, houve apreensões na casa da irmã dele. Ademais, outras diligências ocorrem nesta quinta-feira.

Diligências na casa da irmã de Tiago Pequeno - Foto: PCRS
Diligências na casa da irmã de Tiago Pequeno – Foto: PCRS

Preso no dia 18 de abril do ano passado, em Xangri-Lá, Tiago Pequeno foi esfaqueado por comparsas no mês seguinte, em 8 de maio, dentro da PASC. Ele sobreviveu, porém, desde então, permanece na triagem da unidade.

O que diz a defesa

O advogado José Gabriel Lagranha, à frente da defesa de Tiago Pequeno, não teve acesso aos autos do processo. Logo, não fará manifestações em relação ao inquérito, por hora.

Lagranha, entretanto, nega a posição de comando que a Polícia Civil atribui ao seu cliente. “Tiago não é líder de nada. Basta ver a cela minúscula e isolada onde ele está. Isso, por si só, já diz tudo”, enfatiza o advogado.

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Fonte: Marcel Horowitz

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