
A Prefeitura de Porto Alegre e o Ministério Público do Rio Grande do Sul lançaram nesta terça-feira,14, uma campanha para ampliar o Programa Família Acolhedora. A iniciativa busca cadastrar famílias dispostas a receber, temporariamente, crianças e adolescentes afastados da família por decisão judicial. Atualmente, Porto Alegre conta com 11 famílias acolhedoras e quer ampliar esse número para 40. Além do acompanhamento técnico, as famílias recebem apoio financeiro e isenção do IPTU durante o período de acolhimento.
O prefeito da capital, Sebastião Melo destacou que a iniciativa busca mobilizar a população para oferecer um ambiente de afeto e proteção às crianças.
As famílias acolhedoras atuam como parceiras da rede de proteção, oferecendo cuidado, afeto e um ambiente familiar enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para viabilizar o retorno da criança à família de origem, quando isso é possível e seguro. Caso a reintegração não aconteça, são buscadas outras alternativas previstas em lei.
O procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, reforçou que o acolhimento familiar é diferente da adoção e representa uma alternativa para garantir convivência familiar às crianças durante esse período de transição.
Para participar do programa é preciso ser maior de 18 anos, morar em Porto Alegre, ter disponibilidade afetiva para acolher uma criança ou adolescente temporariamente, estar em boas condições de saúde física e mental, não possuir antecedentes criminais, contar com a concordância de todos os integrantes da família, manter um ambiente familiar estável, livre da convivência com pessoas dependentes de substâncias psicoativas, e não estar inscrito no Cadastro Nacional de Adoção.
Fonte: Jeandro Michael / Rádio Guaíba


