
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) determinou a manutenção de 50% da operação do transporte coletivo de São Leopoldo nos horários de pico a partir desta terça-feira (14), caso a greve dos rodoviários seja mantida.
A decisão foi tomada pelo vice-presidente institucional e de atuação em demandas coletivas do órgão, desembargador Cláudio Antônio Cassou Barbosa, durante audiência de conciliação realizada por videoconferência nesta segunda-feira (13).
O percentual mínimo deverá ser cumprido das 6h às 9h e das 16h30min às 19h30min. A medida vale se a categoria rejeitar a nova proposta das empresas e aprovar a continuidade da paralisação em assembleia marcada para o fim da tarde desta segunda.
A greve começou hoje. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de São Leopoldo afirmou na audiência que o movimento cumpre os requisitos legais e que levará a proposta patronal para votação.
Proposta das empresas e reivindicações
Durante a sessão, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano do Vale dos Sinos (Setransvale) relatou defasagem de 25% na tarifa e apresentou uma proposta de reajuste parcelado. Pelo texto, haveria aumento de 2% nos salários e no vale-alimentação a partir de junho, complementação do vale para 4,5% em agosto e do salário para 4,5% em novembro.
O sindicato dos trabalhadores rejeitou os termos. A categoria defende reposição integral da inflação do período, de 4,42%, mais ganho real de 10%. Também pede reajuste de 20% no vale-alimentação, pagamento do benefício durante as férias e descongelamento do quinquênio.
O Município de São Leopoldo participou da audiência e informou que acompanha as negociações por causa da renovação do contrato do transporte, previsto para agosto. A prefeitura disse não ter condições de assumir compromisso financeiro ou conceder subsídio às empresas neste momento.
As partes ajustaram ainda que, se a proposta for aceita, não haverá desconto dos dias parados desta segunda-feira. O dissídio coletivo envolve cerca de 200 trabalhadores.
Além do desembargador Cláudio Cassou Barbosa e do procurador regional do Trabalho Viktor Byruchko Junior, participaram da audiência representantes do Setransvale, do sindicato dos rodoviários e da Procuradoria-Geral do Município.
O que muda para o passageiro
Se a greve for mantida, metade das linhas terá que operar nos horários de maior movimento a partir de amanhã. Fora dos picos, não há definição de percentual mínimo.
A categoria decide em assembleia no fim desta segunda se aceita a proposta das empresas ou se segue com a paralisação.
Fonte: Rádio Guaíba


