
As ruas e avenidas de São Leopoldo amanheceram nesta segunda-feira sem a circulação de transporte público urbano devido a greve deflagrada pelos trabalhadores rodoviários, anunciada na noite de domingo após assembleia da categoria que definiu pela rejeição da proposta da patronal. As garagens das quatro empresas que formam o Consórcio Operacional Leopoldense (Coleo) permanecem com os portões fechados e com vigília dos trabalhadores de braços cruzados. Entre os usuários, poucos desavisados aguardavam pelo transporte nas paradas de ônibus.
A proposta recusada pelos trabalhadores, entregue pela patronal minutos antes da assembleia, prevê um reajuste salarial de 4,42%, sendo apenas 2% aplicados de imediato e o restante somente em novembro, além da aplicação do mesmo índice ao vale-alimentação. O presidente do Sindicato dos Rodoviários de São Leopoldo e Região, Wilson Junior Caetano de Araújo, destaca que a principal reivindicação dos trabalhadores continua sendo a equiparação salarial, a retomada do quinquênio, garantia de vale-alimentação durante as férias, além da valorização econômica da categoria.
Segundo ele, os rodoviários de São Leopoldo convivem há anos com uma defasagem salarial em comparação aos profissionais que exercem a mesma função nos municípios vizinhos como, por exemplo, Sapucaia do Sul. A entidade reafirma que tem buscado uma solução negociada tanto com o Consórcio, quanto com a prefeitura, mas diante da ausência de uma proposta capaz de atender minimamente às reivindicações aprovadas pela categoria, a greve tornou-se inevitável.
Procurados, o Coleo e a prefeitura ainda não se manifestaram neste primeiro dia de paralisação.
Fonte: Fernanda Bassôa / Correio do Povo


