
Convicto da necessidade de realização do bloco 2 de concessões, o governador Eduardo Leite (PSD) afirmou, pela primeira vez, que talvez tenha de negociar a iniciativa com o próximo governo, que será eleito em outubro. Leite destacou ainda que o valor de aporte na proposta que originalmente seria de R$1,5 bilhão, e depois, passaria para cerca de R$ 2 bilhões, segundo publicado pelo Correio do Povo em julho, pode ser ainda maior. “Estamos realizando ajustes na proposta. A ampliação, dos R$ 500 milhões de aporte, pode ser maior. Mas como ainda estão sendo feitos os ajustes, não há um valor fechado. No momento em que tivermos essa definição, vamos estabelecer qual será a fonte. Não necessariamente será o Funrigs. Estou convicto de que é a única saída, e quero colocar a ação em prática na minha gestão, mas em função do calendário, talvez tenha que alinhavar com o próximo governo”, disse Leite, com exclusividade, à coluna, nesta segunda-feira à tarde.
Após o leilão ser cancelado, no início de junho, pela falta de interessados, uma nova proposta de modelagem foi solicitada pelo governo ao BNDES. Um dos principais pontos de alteração na remodelagem foi justamente um dos mais atacados pelos críticos: a ampliação dos investimentos do Executivo, via Funrigs, na concessão. A intenção é tornar a proposta mais atraente para investidores e mais competitiva com as promoções pelo governo federal e por outros estados. A expectativa é que a realização da transação de remodelação, na B3, em São Paulo, ocorra em outubro.
O projeto original de concessão do Bloco 2 de rodovias gaúchas abrangia um trecho de 409 quilômetros. O edital englobava seis rodovias estaduais (ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-324, RSC-453 e ERS-135), localizadas nas regiões do Vale do Taquari e no Norte do Estado, atingindo 32 municípios.
Fonte: Taline Oppitz / Correio do Povo


