
A primeira Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento da Mulher (DPPA da Mulher) de Porto Alegre será inaugurada até o final do mês. A Polícia Civil ainda não tem a data definida, mas garante que o imóvel na rua Freitas e Castro, bairro Santana, será ativado em breve, após mais de um ano em reforma. O investimento ultrapassa R$ 2 milhões.
De acordo com o chefe de Polícia, delegado Heraldo Guerreiro, a expectativa é inaugurar o espaço até o final deste mês. O local receberá as equipes do plantão da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que atualmente opera no Palácio da Polícia, somando seis plantonistas no turno da noite e outros sete durante o dia.
“Vamos oferecer ao público uma unidade mais ampla e moderna, com cartórios, acolhimento e escuta especializada. É um projeto feito exclusivamente às vítimas, garantindo a total segurança delas. A sociedade terá um atendimento ainda mais qualificado”, enfatiza o chefe de Polícia.
O diretor do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), delegado Juliano Ferreira adiciona que a nova estrutura impedirá contatos entre agressor e vítima. “Não tenho dúvidas que as mulheres terão suporte integral. Além da polícia judiciária, haverá serviços de assistência social e Defensoria Pública, com suporte psicológico adequado. Somado a isso, agressor e vítima vão ficar totalmente isolados um do outro, que é algo fundamental.”
A Cootravipa, que havia atuado na limpeza, capina e roçada para preparar o espaço antes do início das obras, retornou para realizar uma nova etapa da ação, necessária antes da entrada dos móveis e da organização interna da estrutura. Depois da instalação do mobiliário e da finalização dos ajustes internos, ainda fará limpeza final.
O trabalho inclui higienização dos ambientes e preparação dos espaços para receber servidores, equipamentos e o público atendido pela unidade. “Participar de um projeto como esse é também contribuir para que um espaço sem uso passe a acolher mulheres em situação de vulnerabilidade. A cooperativa acompanha diferentes etapas dessa transformação e entende a importância social dessa entrega para a cidade”, afirma a presidente da Cootravipa, Imanjara Marques de Paula.
Fonte: Marcel Horowitz / Correio do Povo