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Simulado fecha comportas do sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre

Foto: Luciano Lanes / PMPA / Divulgação

Porto Alegre fechou suas comportas do sistema de proteção contra cheias na manhã desta quinta-feira, para um simulado promovido pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e Portos RS, com participação de órgãos como Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), fazendo o controle do trânsito, e Defesa Civil Municipal. O fechamento durou cerca de uma hora, testando a eficácia das estruturas, além do tempo de resposta em caso de novas enchentes.

As comportas fechadas, algo que em uma situação real ocorre somente com a ameaça iminente de uma inundação ingressar nas ruas de Porto Alegre, chamaram a atenção da comunidade, especialmente na área do Cais Mauá, no Centro Histórico, onde ficam a 1, 2, 4 e 6, que concentrou a maior movimentação. Outra equipe se concentrou nas comportas 11 e 12, na região do bairro São Geraldo. Além do fechamento, foi simulada ainda uma evacuação das estruturas administrativas portuárias na área central da Capital.

“Hoje, na verdade, é o primeiro teste efetivo de fechamento de todas as comportas operacionais que temos em operação”, disse o diretor de Proteção contra Cheias e Drenagem Urbana do Dmae, Alex Sander Zanoteli Martins. De acordo com ele, com uma previsão de sete dias, é possível prever se o Guaíba vai atingir a cota de inundação, havendo acompanhamento em tempo real. “Isso nos dá um prazo muito adequado para acionarmos os planos de operação”.

A área portuária de Porto Alegre possui um plano de contingência próprio, com gatilhos para determinados níveis do Guaíba. Existe ainda uma lei municipal que obriga o fechamento anual das comportas da Capital todo dia 3 de maio. O coronel Evaldo Rodrigues de Oliveira Júnior, secretário executivo da Defesa Civil de Porto Alegre, destacou a importância do exercício para a capacitação e atualização de protocolos de todos os envolvidos no sistema.

“Ele é fundamental na medida em que ensaiamos e testamos o sistema, além de treinar as pessoas. A situação aqui é, de certa forma, tranquila, mesmo quando a gente tem uma sinalização de inundação nesse ponto da cidade porque não é uma enxurrada. O que há é uma elevação gradual onde a gente tem condição de acompanhar, monitorar e informar as pessoas”, salientou o coronel. O coordenador de Operações do porto de Porto Alegre, Paulo Marques, disse que o principal é a testagem da comunicação.

“Nosso plano de contingência tem esse objetivo: melhorar a comunicação e ver de que forma a gente executa esse plano para que possamos ter uma atividade segura e rápida no momento da enchente. Juntamos todas essas informações para nos alimentarmos de uma informação correta e de uma possibilidade de evacuação, e não fazer de forma aleatória”, afirmou Martins.

Fonte: Felipe Faleiro / Correio do Povo

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