
Pela segunda vez, o secretário de Reconstrução, Pedro Capeluppi, depôs aos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as concessões de rodovias no Estado. A pasta é responsável pela elaboração dos blocos 1 e 2, que ainda não foram concedidos.
O secretário foi novamente questionado pelos parlamentares sobre a modelagem, o cronograma de obras e os motivos para o não uso da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). Sobre este último ponto, Capeluppi argumentou que a EGR não tem condições de oferecer esse nível de obras.
“A EGR é uma empresa pública, ela precisaria de aporte de capital público para poder fazer as suas obras. Quando estamos falando de concessões, nós associamos, em alguns casos, recursos públicos com recursos que podem ser captados no mercado. Então isso amplifica a capacidade de entregar obras de infraestrutura ao longo do tempo. Essa é a justificativa para esse modelo, não só aqui como no restante do Brasil”, disse o secretário.
Ele também foi questionado sobre o bloco 3, único dos três já concedido e em operação. “A única coisa que aconteceu da sua presença anterior aqui até este momento foi o aumento da tarifa, mais um aumento de tarifa, o quarto aumento da tarifa”, criticou o relator da comissão, deputado Miguel Rossetto (PT). Ele se referia ao reajuste que ocorreu em abril sem que as obras previstas no contrato tenham sido entregues pela concessionária.
Quanto a isso, Capeluppi lembrou que ocorreram avarias nas estradas do bloco — que abrange a Serra e o Vale do Caí —, provocadas pelas enchentes de 2024. Isto teria resultado no atraso do cronograma original pela necessidade de realização de obras emergenciais para reconstruir as estradas danificadas.
O secretário informou que, em função disso, a concessionária pediu um alargamento de prazo para as entregas que estavam previstas. “Entendemos que uma postergação de um ano nesse cronograma é factível dado o que aconteceu”, explicou.
Rossetto, porém, afirmou que não há uma oficialização do novo cronograma de obras. Ele indagou ao secretário se o governo do Estado é o responsável pela atualização deste cronograma. “Sim, essa é uma competência do governo do Estado”, confirmou Capeluppi.
Fonte: Correio do Povo