
O Rio Grande do Sul deve receber nesta quinta-feira (7), mais um lote de vacinas contra a gripe enviado pelo Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria da Saúde (SES), são 404 mil doses para dar continuidade à campanha de imunização no Estado.
Após a chegada, os imunizantes serão repassados às coordenadorias regionais, que fazem a distribuição aos municípios. A logística mantém o fluxo adotado desde o início da campanha, em 28 de março.
Até agora, o RS já recebeu cerca de 1,8 milhão de doses. A última entrega foi na quinta, 30 de abril, com 51 mil vacinas. A expectativa da SES é de que, até o fim de maio, o Estado receba 5,2 milhões de doses, volume suficiente para atender os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
Cobertura está em 33%
Desde o início da campanha, cerca de 1,5 milhão de gaúchos foram vacinados. Entre os públicos prioritários — crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes — a cobertura vacinal está em 33%. A meta é chegar a 90%.
A SES reforça que a vacina é a principal forma de prevenir complicações da gripe e pede que pessoas dos grupos prioritários procurem uma unidade de saúde. Além de reduzir casos graves, a imunização ajuda a diminuir internações e óbitos.
Emergência decretada
Em 2026, o Estado já registra 383 hospitalizações por complicações da influenza, acima das 308 notificadas no mesmo período de 2025. Já os óbitos caíram: foram 25 neste ano, contra 45 no ano passado.
Com o avanço da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no outono e inverno, o governo decretou estado de emergência em saúde pública em 30 de abril, por meio do Decreto 58.754. A medida busca ampliar o apoio financeiro à rede hospitalar, com previsão de habilitar 604 leitos estaduais e 1.277 federais nos próximos meses.
O decreto aponta aumento significativo da circulação de vírus respiratórios, pressão sobre os serviços de saúde — especialmente na rede pediátrica —, crescimento das filas nas emergências e risco de saturação do SUS.
Durante a vigência da emergência, hospitais que atendem pelo SUS devem priorizar a ampliação de leitos clínicos com suporte ventilatório e de UTIs para pacientes com SRAG.
Fonte: Rádio Guaíba