
O fechamento temporário da UTI Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, devido à presença da bactéria Acinetobacter baumannii, multirresistente sensível a antibióticos, não impacta até o momento a situação de outras UTIs neonatais da Capital, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Esta bactéria causou a morte de um bebê prematuro, cuja mãe tinha 26 semanas de gestação e parto considerado de alto risco. Outras três crianças também positivaram para o agente infeccioso, e seus estados de saúde, segundo nota divulgada pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), mantenedor do Fêmina, seguem considerados estáveis e estão isolados. O GHC negou que a bactéria seja pan-resistente, e disse que os antibióticos passaram a ser usados para o tratamento e combate imediatos.
De acordo com o dashboard de ocupação dos leitos nos cinco hospitais com o serviço na Capital, na manhã desta quinta-feira o percentual de lotação nestas UTIs neonatais estava em uma média de 107%, com 90 pacientes internados em 84 leitos operacionais. No próprio Fêmina, além dos sete aparecendo como bloqueados, havia cinco pacientes em três operacionais, e lotação de 167%. No Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), havia 22 pacientes internados para 20 leitos em operação, ou UTI neonatal 110% ocupada.
No Nossa Senhora da Conceição (HNSC), também do GHC, a ocupação era de 100%, com todos os 26 leitos ocupados, embora outros quatro constavam na listagem como bloqueados. Já na Santa Casa de Misericórdia, a lotação era de 133%, com 20 leitos ocupados para 15 operacionais. A situação constava como mais tranquila apenas no Hospital de Clínicas (HCPA), com ocupação de 85%, apresentando 17 ocupados em 20 leitos operacionais.
Procurado nesta quinta para atualizações, o GHC manteve as informações já divulgadas no final da tarde da quarta, dizendo que “as equipes clínica e de enfermagem do Hospital Fêmina vêm atuando de forma diligente, garantindo que nenhum paciente internado ou gestante que tenha buscado o hospital fiquem sem atendimento ou expostos a situações de risco”.
Fonte: Felipe Faleiro / Correio do Povo