
O Ministério Público (MPRS), por meio da Promotoria Criminal de Pelotas, solicitou à Polícia Civil mais investigações sobre o acidente ocorrido no dia 2 de janeiro na BR 116, envolvendo um ônibus e uma carreta. A colisão ocorreu no quilômetro 491 da rodovia, próximo à ponte sobre o Arroio Corrientes, provocando 11 mortes e deixando 11 feridos. O ônibus fazia a linha Pelotas-São Lourenço do Sul, quando colidiu com uma carreta carregada de areia, que trafegava no sentido oposto.
De acordo com o titular da 2ª Delegacia de Polícia – responsável pelas investigações, delegado César Nogueira, o MPRS deu o prazo de 30 dias para que fossem ouvidos todos os feridos no acidente. “Conseguimos ouvir alguns na época, já outros, por estarem fora da cidade e em local então desconhecido, acabaram não prestando depoimento sobre o caso”, relatou. Ele acredita que conseguirá cumprir o prazo estabelecido, caso encontre todos os que faltam prestar depoimento. “Teremos a opção de quem não estiver em Pelotas possa falar por chamada de vídeo, mas os depoimentos não mudam a conclusão do inquérito remetido a Justiça”, garantiu.
Em depoimento, o motorista da carreta admitiu que estava mexendo no rádio no momento da colisão. Além disso, no momento do acidente, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), havia lentidão na estrada, provocada por um caminhão com pane mecânica. O motorista da carreta, que guiava no sentido do Capital-Interior, teria tentado desviar do congestionamento, invadindo a pista contraria, momento em que atingiu o ônibus. No momento do acidente, ele estava bem acima da velocidade permitida no trecho que era de 40km/h. Quando enviou o inquérito ao MPRS, o delegado pediu o indiciamento do motorista da carreta por homicídio culposo.
Fonte: Angélica Silveira / Correio do Povo