
O rio Jaguarão, na fronteira com o Uruguai, começou a recuar. Conforme o Prefeitura, no início da tarde desta quinta-feira media 4,42 metros, ainda dentro da cota de inundação de 4 metros, mas abaixo do pico registrado na quarta-feira de 5,1 metros. Apesar disso, as equipes da Defesa Civil e da prefeitura seguem monitorando a situação e acompanhando de perto a situação.
O impacto das cheias do rio Jaguarão atingiu com extrema força a zona rural do município, deixando um rastro de destruição que afeta diretamente a rotina e o sustento dos produtores rurais. O volume e a força das águas causaram o rompimento de pontes e severos estragos nas estradas vicinais, deixando diversas localidades rurais isoladas.
A impossibilidade de escoar a produção e de transportar insumos gera fortes perdas financeiras para os agricultores e pecuaristas da região. Com as estradas intrafegáveis, os ônibus do transporte escolar não conseguem circular com segurança, forçando o cancelamento das aulas e prejudicando os estudantes da zona rural. As aulas nas escolas localizadas na zona urbana foram retomadas nesta quinta-feira.
Desde a segunda-feira foram registrados cerca de 230 milímetros de chuva na cidade. Conforme o balanço mais recente da Defesa Civil, sete pessoas seguem abrigadas no Ginásio Dario de Almeida Neves e outras 165 foram para casa de amigos e parentes.
Na vizinha Rio Branco, já no Uruguai, o trânsito foi normalizado na manhã desta quinta-feira, na avenida Centenário, na zona comercial. Na quarta-feira alguns freeshops não abriram as portas por causa do alagamento. Aproximadamente 40 pessoas tiveram que sair de suas casas para a residência de familiares ou amigos e outras 50 foram acolhidas no abrigo público montado em um ginásio.
Fonte: Angélica Silveira / Correio do Povo


