
A morte de uma adolescente durante uma transmissão ao vivo em uma rede social traz de volta à tona o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Uma menina de 13 anos, que foi alvo de incitação à violência, cometeu suicídio durante uma live no Discord. A reação imediata da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi o bloqueio das transmissões ao vivo na plataforma, que utiliza uma criptografia que dificulta o monitoramento de fóruns e lives.
Este episódio do Direto ao Ponto explica o impacto dessa decisão e avalia o potencial de medidas legais, como o Eca Digital, para garantir a segurança de menores de idade nas redes. O entrevistado é o professor de Direito Rafael Zanatta, diretor da Data Privacy, organização voltada à cultura de proteção de dados e direitos digitais. A apresentação é de Matheus Chaparini.
Onde buscar ajuda
Adolescentes e seus responsáveis ou quaisquer pessoas com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida devem buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos, educadores e também em serviços de saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços na área.
Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento:
Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e unidades básicas de saúde;
UPAs 24h, Samu 192, prontos-socorros e hospitais;
Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).
O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.
Fonte: Matheus Chaparini/Correio do Povo


