
De acordo com o delegado Vinícius Nahan, responsável pelo caso, a vítima, um homem de 42 anos, síndico de um prédio na área central de Porto Alegre e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, procurou a polícia em junho deste ano para denunciar o suspeito.
O delegado contextualizou que o acusado, um homem de 49 anos, perseguia e ofendia a vítima dentro do condomínio. Segundo ele, as desavenças começaram após o síndico e outros moradores questionarem condutas adotadas pelo suspeito, entre elas, a realização de obras irregulares e uso de som alto tarde da noite. Desde então, o homem passou a ofender a vítima com comentários de cunho sexual. No último contato entre eles, a vítima foi agredida fisicamente.
O delegado também apontou que o suspeito tem histórico criminal. Entre os antecedentes, ele ficou preso por quinze anos, respondendo por latrocínio, roubo e tráfico de drogas. As penas foram cumpridas junto à Justiça no final de 2025. Agora, ele deve responder pelos crimes de homofobia, perseguição e lesão corporal. O titular da delegacia reforçou a importância de coibir crimes como este, visto que as ocorrências têm aumentado anualmente.
Casos de homofobia e transfobia podem ser denunciados nas delegacias e ainda pelo site da Polícia Civil, via Delegacia Online da Diversidade, desenvolvida para promover o enfrentamento aos crimes de intolerância, preconceito ou discriminação praticados em razão da orientação sexual, identidade de gênero, raça, cor, etnia, religião, procedência nacional ou deficiência . Desde o último ano, o canal é responsável por mais da metade dos casos registrados no Estado.

