
A Polícia Civil confirmou, nesta segunda-feira, o indiciamento do suspeito de matar José Alcides Boeira da Silva, 67 anos, que teve o corpo encontrado dentro de casa, em Osório, no dia 13 de maio, ao lado de um símbolo de aparência esotérica e feito com o sangue dele. O indiciado, 34 anos, preso preventivamente em 8 de julho, em Balneário Camboriú (SC), responderá por latrocínio.
Segundo o delegado de Osório, João Henrique Gomes de Almeida, o suspeito já tinha antecedentes por roubo e não conhecia a vítima. Do mesmo modo, a investigação não estabeleceu elo do assassinato com a simbologia encontrada na cena do crime.
“Não há vinculação da morte a uma religião específica. Igualmente, não há confirmação que o crime tenha ocorrido em razão de possível eventual oferenda”, disse João Henrique Gomes.
Ademais, a motivação da morte foi eliminar testemunhas do crime. “Após subtração patrimonial, o suspeito não quis deixar rastros”, explicou o delegado de Osório.
Relembre o crime
O caso ocorreu em um imóvel na rua Marechal Floriano Peixoto, perto do numeral 1484, na área central de Osório. Havia uma barra de ferro ao lado do corpo, que tinha ferimentos na cabeça. Em um móvel, traços de sangue da vítima formavam olhos, triângulos e astros, em um desenho de aparência ocultista.
Segundo uma familiar, José Alcides Boeira da Silva era cristão praticante, sendo visto por último em cerimônia religiosa. A parente, então, ao procurá-lo, encontrou a casa revirada e indicativos de roubo.
A vítima não tinha antecedentes nem desafetos. Sua companheira vive em Canela, mas é proprietária da residência em Osório.
Veja também
- Policial penal cedido ao Ministério Público do RS ganha tratamento atípico na prisão
- Ministério Público do RS convoca Superintendente da Polícia Penal para depor
- Preso, por suspeita de lavagem de dinheiro, policial penal cedido ao Ministério Público do RS
- “Vítima de briga por patrimônio familiar”, diz defesa sobre prisão de policial penal cedido ao Ministério Público do RS
- Advogada denuncia negligência em dias de visita na Cadeia Pública de Porto Alegre; Polícia Penal nega alegações
Fonte: Marcel Horowitz

