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‘OAB da Medicina’: Lula sanciona lei que torna obrigatória prova para médicos

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta sexta-feira (6) a lei que torna obrigatório o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) — conhecido como “OAB da Medicina” — para que os profissionais formados obtenham o registro profissional no CFM (Conselho Federal de Medicina).

Além disso, o exame passará a ser também a prova objetiva do Revalida — utilizada no Brasil para validar diplomas de medicina emitidos por faculdades de outros países — e da etapa de acesso direto do Enare (Exame Nacional de Residência).

Como vai funcionar

O exame será aplicado em três etapas durante a graduação: no quarto, oitavo e décimo segundo semestre. Ao final, será calculada uma média de desempenho, com maior peso para a última prova.

Caberá à Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica a definição da nota mínima exigida e dos demais aspectos da aplicação do teste.

Pela norma, estudantes que ingressaram no curso a partir do dia 19 de junho de 2019 precisarão comprovar proficiência no Enamed para exercer a profissão. Quem não atingir a nota necessária poderá fazer a terceira prova novamente.

Além disso, instituições de ensino mal avaliadas no Enamed poderão sofrer punições — entre elas, a proibição de abrir novos vestibulares para medicina.

‘Mercantilização da medicina’

Durante a cerimônia de sanção da lei, no Palácio do Planalto, o presidente Lula discursou brevemente e criticou o que chamou de ‘mercantilização da medicina’. Segundo ele, alguns médicos “não se formavam para tratar do povo, mas para ganhar dinheiro”. Lula também contestou a visão de quem acredita que investimentos em saúde para a população mais pobre sejam gastos desnecessários.

“A medicina ficou um pouco mercantilizada. As pessoas não se formavam para tratar do povo, mas para ganhar dinheiro. Esse lado humanista e da qualidade é necessário. A gente muitas vezes é tratado como se fosse gasto. Quando compra 880 vans para fazer ambulatório odontológico com máquinas para escanear as bocas das pessoas, muita gente acha que estamos gastando, porque pobre não precisa disso”, afirmou.

“Quanto mais qualificado for o nosso médico, mais garantia temos de que vamos viver mais”, acrescentou.

O presidente ainda defendeu políticas públicas por parte do Estado para garantir igualdade e conforto aos mais pobres. Ele reiterou que, por meio de ‘políticas públicas corretas, mesmo que demoradas’, vai ‘consertar o país’.

‘Momento histórico’

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, reforçou a importância da iniciativa. “A partir de hoje, a gente tem por lei como regular de maneira precisa todos os cursos de Medicina no Brasil”, declarou.

O CFM também celebrou a medida. “Estamos vivendo um momento histórico. Vamos botar médicos qualificados para atender a população brasileira”, disse Hiran Gallo, presidente do CFM.

Fonte: R7

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