
Oitenta e seis por cento dos moradores de Porto Alegre que pesquisam ou pretendem pesquisar imóveis para aluguel utilizam as redes sociais nessa jornada. Na compra, esse percentual é de 30%. É o que revela pesquisa realizada pela Offerwise, a pedido da Loft, que ouviu 1.400 pessoas, entre 17 de abril e 8 de maio de 2026, em amostra representativa da população brasileira e de seis capitais – Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia e Brasília.
O Facebook é a rede social preferida de quem busca imóvel para aluguel. Já o Instagram e o Facebook lideram entre quem planeja comprar um imóvel. Além disso, mais da metade (57%) se sentiriam confortáveis em iniciar uma negociação para aluguel por uma rede social, contra 18% na compra.
“Chama a atenção a confiabilidade que as redes sociais já conquistaram nesse processo. Não estamos falando apenas de um canal de descoberta. Para uma parcela relevante de compradores e locatários, as redes já são um ambiente em que se sentem seguros para dar os primeiros passos de uma negociação”, destaca Fábio Takahashi, gerente de Dados da Loft.
“Com o processo de negociação avançando, porém, a confiança nas redes sociais diminui. Os clientes tendem a preferir métodos mais tradicionais, como assessoria de uma imobiliária, para os processos mais complexos até o fechamento do negócio”, completa o especialista em Dados.
REDES
Entre os que utilizam redes sociais para pesquisar imóveis à venda, o Instagram e o Facebook são as plataformas mais usadas, empatadas com 83% das citações. O WhatsApp aparece em terceiro lugar, com 50%, seguido pelo YouTube (17%). Os usos mais comuns são “ver anúncios de imóveis”, com 83%, e “seguir perfis de imobiliárias e corretores”, com 67%.
“Isso permite a essas empresas e profissionais construir confiança antes mesmo do primeiro contato direto, e sair na frente na apresentação de produtos”, avalia o gerente de Dados da Loft. Assistir a tours e vídeos de imóveis (50%) e troca de experiências com outros compradores (33%) também aparecem como fatores relevantes para o uso das redes sociais nessa jornada. “Pela natureza dessas plataformas, o usuário consegue interagir não só com o perfil do anunciante, mas com outras pessoas que já utilizaram o serviço ou estão na mesma jornada de busca. Isso cria uma camada de validação social que vai além do anúncio tradicional”, explica Takahashi.
Entre os que usam redes para pesquisar imóveis para alugar, o Facebook lidera com folga: é citado por 80% dos respondentes, à frente de Instagram, com 60%, e de YouTube e WhatsApp, empatados com 40%. TikTok e Pinterest, ambos com 20%, completam a lista de redes mais citadas.
Os hábitos de uso diferem dos de compra. Oitenta por cento salvam publicações para consultar em outro momento e 60% utilizam as redes para assistir a tours e vídeos de imóveis. O percentual dos que passam a seguir perfis de imobiliárias e corretores é menor do que o observado na compra: 40%, assim como o nível de engajamento com perfis do setor, também com 40%.


