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Lula diz que Fachin não pode permitir que crise no STF atrapalhe o processo eleitoral

Foto : Fabiano do Amaral

A 18 dias do primeiro turno das eleições, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cobrou o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, para que a crise vivida pela Corte não respingue no processo eleitoral.

“Ninguém está acima da lei. Nem eu, nem o Fachin, nenhum ministro da Suprema Corte e ninguém nesse país. Agora, o que não dá para a sociedade ficar assistindo é esse denuncismo. Fulano pegou não sei quantos milhões, fulano ganhou não sei quantos milhões do filho de não sei quem. O pai de não sei quem, a mãe de não sei quem e a sociedade atônita ouvindo tudo isso”, disse Lula nesta quarta-feira (16).

“O presidente Fachin tem a responsabilidade de não permitir que isso atrapalhe o processo eleitoral”, completou o candidato, dizendo que é preciso “apurar com seriedade”. As falas ocorreram durante entrevista ao podcast Desce a Letra.

Lula fez as declarações um dia após o início do julgamento no STF que analisa a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

Lula afirmou que o Poder Judiciário precisa passar por uma reforma, assim como a política, que, segundo ele, está “apodrecida”.

“Eu estou indignado, porque a sociedade brasileira não merece isso. Então eu estou confiante de que nós vamos encontrar uma saída, apurar, punir quem tiver que punir e começar a discutir uma reforma no Poder Judiciário, que tem que ser acompanhada por uma reforma na política também”, destacou o presidente.

Lula cobra julgamento e punição

Durante entrevista ao Jornal da Record, na terça-feira (15), Lula disse que, com a quebra de sigilo e a posse das informações sobre o Master, o Fachin tem “a faca e o queijo na mão para abrir tudo”, devendo apurar, julgar e punir quem fez algo errado na Corte.

“Não há como o povo brasileiro ficar vendo uma Suprema Corte perder credibilidade na sociedade. A instância máxima da Justiça brasileira precisa ser exemplo. Então, que se apure com todo rigor, abra-se o sigilo de telefone de todo mundo”, disse o presidente.

Caso seja reeleito, Lula se comprometeu a realizar uma reforma no Judiciário.

“Nós temos que mudar o critério de escolha das pessoas, o mandato das pessoas, mas tem que também mudar o critério da escolha de outros juízes e outras instâncias. O Poder Judiciário precisa virar exemplo e não contribuir para a desconfiança da sociedade.”

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