
O Ibovespa B3 começou o mês de agosto na estabilidade, com o mercado de olho no desenrolar do conflito no Oriente Médio – mais uma vez – e na macroeconomia local. A principal referência do mercado acionário brasileiro fechou o pregão desta segunda-feira (3) aos 178.000,24 pontos, sem variação.
No cenário externo, o principal fato no foco foi o cancelamento dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, por parte do presidente Donald Trump. O anúncio alavancou os ativos de risco pelas bolsas e fez os preços do petróleo recuarem. Com diversas ações ligadas à commodity no indicador, o IBOV foi puxado para baixo com o desempenho desses papéis, como Petrobras e PRIO.
Por outro lado, a economia local trouxe mais otimismo para os investidores brasileiros. O Boletim Focus do Banco Central reduziu as expectativas para os índices de inflação e, pela primeira vez desde março, da taxa básica de juros. De acordo com os especialistas do mercado financeiro, a Selic deve fechar 2026 em 13,75%. Já as projeções de inflação foram ajustadas de 5,12% para 5,03% no IPCA ao final do ano.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 178.556,60 pontos na máxima intradiária e 176.783,14 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 16,2 bilhões. A queda no petróleo foi o principal motor de alta do câmbio em relação ao real. No fim do dia, o dólar comercial subiu 0,34%, a R$ 5,08.
“Como o Brasil é um importante exportador de petróleo, a queda severa no preço da commodity reduz a perspectiva de entrada de dólares no país, o que naturalmente pressiona o câmbio para cima”, ressaltou Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.
(*) com B3


