
O mercado de assessoria de investimentos segue em expansão no Brasil e ganha cada vez mais apoio da tecnologia para atender investidores com maior precisão e personalização. Em março de 2026, o país alcançou 27.721 assessores de investimento credenciados, segundo relatório da Ancord — regulada pela CVM e obrigatória para atuar como assessor de investimentos em escritórios vinculados a corretoras. O volume representa um crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025 e consolida a evolução da profissão em todo o território nacional. Do total atual, 20.135 profissionais estão vinculados a instituições do mercado financeiro.
No Sul do país, o Rio Grande do Sul lidera o número de assessores credenciados, com 2,8 mil profissionais em atividade, seguido de Santa Catarina e Paraná. No Sul, o volume de assessores de investimentos representa 24,3% do total no país, cenário que acompanha o fortalecimento econômico do estado e o aumento da procura por planejamento financeiro, proteção patrimonial e estratégias de investimento cada vez mais sofisticadas por parte de empresários, produtores rurais e investidores da região.
Diante dessa transformação, empresas do segmento de finanças vêm ampliando o uso da inteligência artificial para potencializar a atuação dos assessores e aprimorar a experiência dos investidores. A estratégia combina tecnologia, dados e relacionamento consultivo para tornar as análises mais completas, ampliar a produtividade dos profissionais e permitir um acompanhamento mais próximo das necessidades de cada cliente.
VISÃO AMPLA
Na prática, a tecnologia permite que o assessor tenha uma visão mais ampla da vida financeira do cliente, conectando cada decisão de investimento aos seus objetivos, desafios e projetos futuros. A inteligência artificial também contribui para a preparação das reuniões, acompanhamento da carteira e identificação de oportunidades relevantes para cada perfil de investidor.
“Construímos uma inteligência baseada em dados, interações e contexto do cliente que alimenta modelos de hiperpersonalização. O objetivo é transformar informações dispersas em inteligência acionável para o assessor, permitindo recomendações mais relevantes e decisões que realmente contribuam para que o investidor alcance seus objetivos”, explica Gabriel Santos, Head de Arquitetura e Dados da XP Inc.
Renato Sarreta, líder da XP no Sul, afirma que os investidores estão cada vez mais atentos ao planejamento de longo prazo e buscam orientações alinhadas aos seus objetivos, razão pela qual, a tecnologia ajuda a organizar melhor as informações e a preparar análises mais completas. “Mas o papel do assessor continua sendo essencial para compreender aspectos que os dados não capturam, como expectativas, preocupações e mudanças de vida. É essa combinação entre tecnologia e proximidade que fortalece a relação de confiança com o cliente”, diz.
No fim do dia, todo o investimento em inteligência artificial tem um objetivo claro: melhorar a experiência do investidor. Com assessores mais preparados, apoiados por dados e ferramentas avançadas, os clientes conseguem estruturar seu planejamento financeiro com mais clareza, acompanhar suas decisões com mais segurança e construir estratégias alinhadas aos seus objetivos de vida, mantendo o relacionamento humano no centro da experiência.


