
Duas presas tentaram fugir do Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre, no último sábado (13). A empreitada também teve participação de cinco homens, que escalaram muros, mas não conseguiram abrir o portão nos fundos do local.
As detentas estavam na cozinha da unidade, pelas 19h15min, quando os invasores entraram, tomando posse de facas que a dupla havia arremessado. Eles desistiram após uma lamina quebrar no interior da fechadura, impedindo o destrave.
O fato só veio à tona no dia seguinte, graças a um pedaço de faca que permaneceu na tranca. Não é descartada participação do companheiro de uma das mulheres. Ele cumpre pena no regime semiaberto, com tornozeleira.
De acordo com o Sindicato da Polícia Penal (Sindppen), a situação decorre da falta de servidores. “Falta vigilância na parte externa do Presídio Madre Pelletier. A Brigada Militar saiu das guaritas, por ordem do governo, mesmo com nosso efetivo em número insuficiente. Todo o sistema prisional gaúcho sofre com esse problema”, lamentou o presidente Cláudio Dessbesell.
Ainda segundo Dessbesell, a Polícia Penal tem déficit de quase 50% no Rio Grande do Sul. “Precisamos de 10 mil servidores em atuação, mas há somente a metade disso”, apontou.
Veja também
- Líder de facção morto no Stok Center de Canoas cumpria pena domiciliar; Preso integra ex-grupo da vítima
- “Remoção a hospital”, diz registro de líder de facção desaparecido da Penitenciária Modulada de Charqueadas
- MPRS investiga integrante de facção que usava registros de pessoas falecidas para criar identidades falsas
Fonte: Marcel Horowitz


