
O efetivo do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM) prendeu o ex-presidente do Instituto Riograndense de Desenvolvimento Social Integrado (IRDESI), Humberto Silva Baccin, que esteve à frente da administração de hospitais em Jaguari (RS) e Embu das Artes (SP) até novembro, quando foi indiciado por suposto desvio de recursos. Policiais da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) prenderam o empresário nessa quarta-feira (12), na Clínica São José, bairro Cascata, em Porto Alegre, mas a defesa dele, contudo, aponta equívoco na ação.
Segundo a Polícia Federal, Humberto Baccin seria parte de um esquema de desvios milionários na área da saúde. Os crimes, diz a PF, teriam ocorrido através de empresas de fachada que, teoricamente, emitiam notas fiscais e ocultavam a destinação de recursos públicos, enviando dinheiro a dezenas de contas de pessoas físicas e jurídicas, que não tinham vínculo com os serviços contratados.
Humberto Baccin chegou a ser preso preventivamente, também em novembro, permanecendo no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT). Em março deste ano, porém, obteve autorização de cumprir prisão domiciliar, com tornozeleira, sendo enviado a Porto Alegre.

O que diz a defesa
Humberto Silva Baccin nega as alegações da PF, mas sua defesa, por hora, não comenta o caso. Entretanto, os advogados Everson Rangel e Cid Ricardo Vargas Cezimbra, que representam Baccin, apontam que ele fazia tratamento psiquiátrico na Clínica São José, com autorização judicial.
“Ele sofre de problemas de saúde e, por isso, estava autorizado a buscar tratamento. No entanto, após uma crise, ele acabou ficando na rua, por dois dias, sendo resgatado por sua esposa, que o internou. Então, a Justiça decretou a prisão, mas logo revogou-a, por ter sido comunicada sobre o que de fato ocorreu”, afirma Everson Rangel.
Everson Rangel adiciona que, mesmo após a revogação do mandado, a ordem de prisão seguiu no Banco Nacional de Medidas Penais (BNMP), gerando equívocos. Ademais, destaca que Humberto Baccin já retornou ao tratamento, na Clínica São José.
“Não sabemos o motivo da decisão judicial não ter alterado o cadastro do BNMP. Igualmente, também é difícil entender a forma com que essa ação ocorreu, com Humberto sendo retirado da clínica, mesmo em tratamento”, considerou o advogado Everson Rangel.
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Fonte: Marcel Horowitz


