
O ex-prefeito de Guaíba e pré-candidato ao governo do Estado, Marcelo Maranata (PSDB), já definiu suas principais bandeiras na campanha que se avizinha: o desenvolvimento do Estado e a infraestrutura.
“Não tem como pensar no Estado, se não pensar em desenvolvimento. E não é só trazer novas indústrias, mas fazer projeto para manter as que estão aqui”, explicou Maranata, em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba. Segundo ele, o Rio Grande do Sul tem perdido em competitividade pela falta de um plano de atração e manutenção de empresas em solo gaúcho.
Maranata foi o primeiro dos quatro pré-candidatos ao governo do Estado – de partidos com representação no Congresso – que serão entrevistados no programa.
Aliado a isso, o ex-prefeito defende a melhora na infraestrutura do Estado para escoar toda essa produção, incluindo portos e aeroportos. “Mas não dá para falar em infraestrutura e não falar na Região Metropolitana”, disse, em referência a um problema histórico que assola as cidades ao entorno da Capital: a falta de um transporte metropolitano de eficiência.
As duas prioridades elencadas por Maranata estão aliadas ao que ele classificou como um dos grandes problemas do RS: a falta de autoestima. Segundo o ex-prefeito, o Estado tem sido assolado por uma série de eventos que prejudicaram a economia e a população e não há ações efetivas de recuperação. “A gente em Brasília, na Assembleia (Legislativa), no Palácio (Piratini), vive numa bolha. As pessoas estão endividadas, achando um jeito de pagar a conta”, lamentou.
Crítica a adversários e promessas de campanha
Em críticas aos adversários, Maranata afirmou que das quatro principais pré-candidaturas, duas delas teriam como interesse somente “servir de palanque” para eleger presidentes. A referência foi em relação à chapa liderada por Juliana Brizola (PDT), que deverá servir de palanque para a tentativa de reeleição de Lula; e a pré-candidatura de Luciano Zucco (PL), que será palanque de Flávio Bolsonaro (PL) no Estado.
“Tem uma outra candidatura que acha que já resolveu todos os problemas (do Rio Grande do Sul). E tem a nossa proposta para o Rio Grande, que acredita que tem muito a avançar no RS, que precisamos arrumar a casa, que a gente precisa pensar no desenvolvimento. E é a única (pré)candidatura diferente”, classificou, argumentando também que governadores de lados opostos ao do presidente acabam tendo dificuldade de dialogar com o governo federal para angariar recursos – o que não seria o seu caso, uma vez que ele se apresenta como um nome de centro.
O pré-candidato ainda prometeu, em tom de crítica a gestores que utilizam indicações partidárias para comandar secretarias, que em um eventual governo seus secretários serão escolhidos por ele com base na experiência.
“Um governo que quer crescer precisa ter regras claras: chamar o setor produtivo, apresentar as regras, assinar um termo de compromisso e escolher para colocar em cada pasta gente que tem capacidade”, resumiu.
Maranata defendeu também uma nova política de crédito para o agricultor, oriunda do Banrisul. “O Banrisul precisa ser um banco de fomento, o lucro dele é ver o gaúcho e a gaúcha sorrindo”, afirmou. E questionado pela jornalista Taline Oppitz sobre qual o seu diferencial em relação ao governador Eduardo Leite, que também foi eleito pelo PSDB em suas duas eleições, afirmou que “o PSDB que está aqui não é o PSDB do Eduardo”, ressaltando “o espírito empreendedor, a alma de prefeito e o dia a dia na comunidade”.
Quem é Marcelo Maranata
Maranata comandou Guaíba de 2020 a 2026, quando deixou, em abril, a gestão da prefeitura para concorrer ao governo do Estado. Nas duas ocasiões, foi eleito pelo PDT. Já foi vice-prefeito da cidade e concorreu à prefeitura quatro vezes antes de ser eleito. Ele é comerciante e foi presidente do Sindilojas de Guaíba.
Fonte: Flávia Simões / Correio do Povo