
Um crânio humano foi encontrado na manhã desta segunda-feira, em uma parada de ônibus de São Leopoldo, no Vale do Sinos. A ocorrência foi registrada na avenida Theodomiro Porto da Fonseca, ao lado do Instituto Estadual de Educação Professor Pedro Schneider (Pedrinho).
Conforme o delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Leopoldo, Ericson Mota, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crânio tenha sido retirado de um cemitério.
Embora o laudo oficial do Instituto-Geral de Perícias (IGP) ainda não tenha sido concluído, os elementos encontrados no local indicam que os restos mortais não estão relacionados a uma morte recente. “A perícia foi feita, ainda não tem o laudo, mas o que pode ser constatado no local é que aparenta ser um crânio antigo. Não é que aconteceu uma morte agora e colocaram ali”, afirmou.
O delegado ressaltou que ainda é cedo para conclusões definitivas, mas explicou que um detalhe encontrado no crânio reforça a principal linha investigativa. “É prematuro afirmar qualquer coisa ainda, mas as impressões que tivemos são de que aparenta ser um crânio antigo e, como tinha algodão nas fossas nasais, muito provavelmente foi retirado de algum cemitério. A gente não sabe de qual cemitério”, disse.
A partir dessa constatação, a Polícia Civil direcionou a investigação para identificar quem abandonou a mochila na parada de ônibus. Como o ponto não possui câmeras de monitoramento voltadas diretamente para o local, os investigadores irão analisar imagens de equipamentos instalados nas imediações e também de cemitérios da região.
“A gente vai diligenciar nesse sentido, verificando câmeras de segurança tanto de cemitérios quanto das imediações do local, porque exatamente na parada não tem câmera. Queremos verificar se alguém chegou com a mochila no fim de semana ou na sexta-feira”, explicou Mota.
Além dos exames periciais, o crânio também deverá ser submetido a confronto de DNA com o banco genético, procedimento que poderá auxiliar na identificação dos restos mortais caso exista compatibilidade com perfis já cadastrados.
Fonte: Guilherme Sperafico / Correio do Povo


