
A 12ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), aborda o tema da percepção e expectativas sobre o mercado de trabalho brasileiro. Nesse tema, os respondentes são consultados sobre sua percepção em como está para conseguir um trabalho no país momento atual e quais as expectativas para os próximos meses.
O resultado, com dados do trimestre findo em maio de 2026, mostra que a maior parte dos respondentes (51,2%) afirma estar difícil ou muito difícil conseguir um trabalho no país no momento, enquanto 25,5% afirmam estar fácil ou muito fácil, sendo esse o maior valor nos 12 meses de série histórica. O percentual de pessoas com a percepção que está normal ficou em 23,3%.
Em seguida, quando consultados sobre como deve ficar o mercado de trabalho nos próximos 6 meses, a maior parcela de respostas se concentrou no grupo que acreditam que deve piorar ou piorar muito (37,0%). Logo após, o segundo maior percentual registrado (33,3%) era de pessoas que acreditavam que vai permanecer estável o mercado de trabalho nos próximos meses. Por fim, 29,6% das pessoas acreditam que pode melhorar ou melhorar muito nos próximos 6 meses.
“O resultado de maio da sondagem mostra duas percepções diferentes quando se analisa por horizonte temporal. Por um lado, a percepção sobre o momento presente segue melhorando, indicando um mercado de trabalho ainda aquecido. Mas por outro lado, as pessoas têm se mostrado cada vez mais cautelosas com a manutenção desse cenário. A primeira metade do ano tem sido de taxa de desocupação em níveis baixos em termos históricos, abaixo do mesmo período do ano anterior, mas já se observa diminuição no ritmo das contratações. A desaceleração da atividade econômica e o aumento de incerteza no cenário macroeconômico, ajudam a explicar a expectativa menos otimista para os próximos meses”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.
Como a coleta de informações começou em 2025, ainda não é possível fazer comparações históricas e analisar o nível dos indicadores. Por esse motivo, os primeiros relatórios serão dedicados a explicar os temas escolhidos e em detalhar o(s) quesito(s) que fazem parte deste grupo. Em cada relatório dos próximos meses, o FGV IBRE destacará um tema específico em seus relatórios mensais da pesquisa. Nas tabelas finais são apresentados os resultados de todos os quesitos.


