
Porto Alegre registrou alta de 2,18% no preço da cesta básica em junho, na comparação com maio, e encerrou o mês com o conjunto de alimentos custando R$ 889,58, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado nesta quarta-feira, 8.
No acumulado de 2026, a cesta básica na Capital ficou 13,44% mais cara. Já na comparação com junho do ano passado, a alta foi de 7%, colocando Porto Alegre como a quinta capital com a cesta básica mais cara do país.
O estudo mostra ainda que um trabalhador remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 120 horas e 44 minutos para comprar a cesta básica em junho, acima das 118 horas e 10 minutos registradas em maio. No mesmo mês de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518, eram necessárias 120 horas e 29 minutos de trabalho.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% para a Previdência Social, a compra da cesta comprometeu 59,33% da renda do trabalhador em junho. Em maio, esse percentual era de 58,06%, enquanto em junho de 2025 correspondia a 59,21%.
Segundo o Dieese, o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92, o equivalente a cerca de cinco vezes o piso nacional vigente.
Produtos em alta
Entre os itens da cesta básica em Porto Alegre, as maiores altas em junho foram registradas pela batata (13,86%), tomate (9,64%) e feijão preto (7,87%), seguidos por manteiga (2,69%) e carne bovina de primeira (0,89%). Por outro lado, os principais recuos ocorreram no açúcar refinado (-4,93%), café em pó (-4,27%) e óleo de soja (-2,18%).
No acumulado de 12 meses, a batata lidera as altas (51,55%), seguida pelo tomate (24,73%) e feijão preto (7,52%). Já entre dezembro de 2025 e junho de 2026, o tomate (126,22%) e a batata (117,04%) registraram as maiores elevações.
Cenário nacional
Em junho, o preço da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras e caiu em outras dez. São Paulo registrou o maior custo do país, com R$ 965,47, enquanto Porto Alegre teve a quarta maior alta mensal (2,18%). No acumulado do ano, todas as capitais apresentaram aumento no preço da cesta básica.
Fonte: Correio do Povo


