
Realizada em parceria pela Fipe e pelo Grupo OLX, a Pesquisa Raio-X FipeZAP do 2º trimestre de 2026 oferece um levantamento inédito a respeito da evolução recente da percepção e do comportamento dos agentes do mercado imobiliário, incluindo informações sobre transações e intenção de compra. O estudo, com a contribuição de 1.252 respondentes entre os dias 6 e 31 de julho com a participação de investidores entre os compradores; incidência e percentual de descontos nas transações efetivadas; percepção e expectativas com respeito ao nível e à trajetória dos preços dos imóveis no curto e no longo prazos, entre outros temas.
Conforme o indicador, a participação dos compradores — grupo formado pelos respondentes que declararam ter adquirido imóvel nos últimos 12 meses — recuou de 12% no trimestre anterior para 10% da amostra referente ao 2º trimestre de 2026. Com esse resultado, o indicador fica abaixo da média histórica da pesquisa, de 11%. Em relação ao tipo de imóvel adquirido, a opção pelos usados manteve ampla liderança, alcançando 74% das compras recentes, ante 26% de imóveis novos.
A pesquisa aponta que 61% dos compradores declararam ter adquirido o imóvel para moradia, enquanto 39% dos respondentes desse grupo classificaram a transação como investimento. Entre os compradores classificados como investidores, prevaleceu a estratégia de obtenção de renda com aluguel (75%), em relação à alternativa de revenda após valorização (25%). Já entre os compradores com objetivo de moradia, destacou-se a intenção de morar com alguém (66%), seguida por “morar sozinho” (24%)e “outra pessoa morar”(10%).
A proporção de compradores potenciais — isto é, respondentes que declararam intenção de adquirir um imóvel nos próximos 3 meses — permaneceu em 38% da amostra do 2º trimestre de 2026, praticamente estável em relação ao trimestre anterior e em linha com a média histórica da pesquisa, também de 38%. Em termos de preferência por imóveis novos ou usados, os integrantes desse grupo se distribuíram entre aqueles com preferência declarada por imóveis usados (49%), os indiferentes entre novos e usados (43%) e os que buscavam apenas imóveis novos (8%). Quanto aos objetivos da aquisição, a destinação do imóvel para moradia própria ou de terceiros permaneceu amplamente majoritária entre
respondentes, sendo declarada por 88% dos compradores potenciais — especialmente com a intenção de morar com alguém (75%).
Já entre os que pretendiam comprar com finalidade de investimento (12%),predominou a estratégia de locação do imóvel para geração de renda (76%),em comparação à intenção de revenda futura após valorização imobiliária (24%). Classificação das transações como investimento: com base nos dados detalhados pelos compradores a respeito da data e dos objetivos da aquisição, a participação de transações classificadas como investimento no acumulado em 12 meses avançou marginalmente de 39% em junho de 2025 para 40% em junho de 2026, permanecendo abaixo da média histórica da pesquisa (43%).
Ainda assim, a composição dos investimentos reforça a importância da locação como principal estratégia dos investidores imobiliários: entre as aquisições classificadas como investimento nos últimos 12 meses, 74% tiveram como objetivo a obtenção de renda com aluguel, enquanto26% foram direcionadas à revenda após valorização do imóvel.
DESCONTOS
O percentual de transações que apresentaram algum desconto avançou de 63% em junho de 2025 para 65% em junho de 2026, mantendo-se acima da média histórica da Pesquisa Raio-X FipeZAP, de 64%, e próximo do maior patamar já registrado na série, de aproximadamente 70%. O resultado reforça a relevância da negociação entre compradores e vendedores para a efetivação das compras, mesmo em um contexto de expectativas ainda positivas para os preços.
Quanto à magnitude dos abatimentos nas transações, o desconto médio atingiu 9%considerando o conjunto total de transações, incluindo aquelas sem desconto, e 14% quando consideradas apenas as transações em que houve redução em relação ao valor anunciado. Em ambos os recortes, os percentuais se situar amnas máximas ou muito próximos dos maiores níveis já observados no histórico da Pesquisa Raio-X FipeZAP.
Entre o 2º trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, a parcela dos respondentes que classificavam os preços dos imóveis residenciais como altos ou muito altos avançou de 71% para 73% das respectivas amostras. Em contrapartida, o percentual de respondentes que avaliavam os preços atuais como razoáveis oscilou marginalmente de 17% para 16%, enquanto a percepção de que os preços se encontravam em níveis baixos ou muito baixos recuou de 6% para 4%.
Em relação às expectativas para os próximos 12 meses, a última leitura da Pesquisa Raio-X FipeZAP aponta uma postura mais cautelosa e um aumento da incerteza entre os respondentes. A proporção daqueles que projetavam aumento nominal dos preços recuou de 42% no 2º trimestre de 2025 para 39% no 2º trimestre de 2026.


