
Mesmo perto da estabilidade, o Ibovespa B3 fechou mais uma vez no vermelho no mês de agosto. Com uma cautela global, a principal referência do mercado de ações brasileiro cedeu 0,09%, aos 166.783,57 pontos, nesta segunda-feira, 17. No cenário externo, uma nova escalada nas tensões no Oriente Médio, com o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçando bombardear Omã, foi o principal fator de aversão a risco do dia. Com isso, o petróleo que vinha em ritmo de arrefecimento, terminou o dia com alta de mais de 2%.
No Brasil, o IBC-Br, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, recuou 0,6% em junho na comparação com maio de 2026, considerando os dados dessazonalizados. Nos 12 meses encerrados em junho, o indicador acumula alta de 1,5%. O Focus, no entanto, manteve estável as expectativas do mercado financeiro para a inflação, a taxa básica de juros, o crescimento da economia e câmbio. Confira todos as projeções do mercado.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 168.006,60 pontos na máxima intradiária e 166.463,50 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 23,1 bilhões. Apesar da cautela global, a moeda norte-americana cedeu com a percepção cada vez menor de alta nos juros dos EUA. No fim do dia, o dólar comercial subiu 0,52%, a R$ 5,21.
“O real ganha fôlego nesta segunda-feira, puxado pela fraqueza global do dólar, com o DXY cedendo e o mercado revendo para baixo as chances de o Fed subir juros depois de números fracos de emprego e inflação nos EUA”, Vitor Kayo, economista sênior na Nomad.
A aversão a risco com a nova escalada no discurso da guerra no Oriente Médio teve impacto nas bolsas de Nova York, com todos os índices em baixa. No pregão, o Dow Jones cedeu 0,48%, o S&P perdeu 0,52% e o Nasdaq teve queda de 0,31%.
(*) com B3


