
Marcos da Silva Oliveira, o Mãe, 36 anos, chegou à Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC) próximo às 4h de sábado (11) e, desde então, permanece na triagem da unidade. Segundo a Polícia Civil, ele opera finanças do grupo criminoso Família do Sul e, além disso, tinha em aberto mandado de prisão preventiva, por homicídio. Sua defesa, entretanto, nega as alegações.
Mãe era procurado desde 12 de fevereiro. Ademais, em Curitiba, no Paraná, conforme apuração policial, atuaria no comércio de veículos e, assim, é suspeito de lavar dinheiro. Logo, preso na sexta-feira (10), dirigia um Mercedes-Benz, avaliado em R$ 500 mil.

A ação ocorreu na ERS 135, em Getúlio Vargas, integrando efetivos da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Brigada Militar e Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (DENARC), sob o comando do delegado Joel Wagner.
Mãe teria uma casa em Passo Fundo e, por isso, seguia em direção ao município, desviando dos postos da PRF. Igualmente, fazia rotas alternativas, o que acabou chamando atenção dos policiais.
O que diz a defesa
O advogado Daniel Monteiro Rossato, à frente da defesa do apenado, se diz surpreso com a veiculação do caso na imprensa e, igualmente, não vê motivos de repercussão. Além disso, afirma que seu cliente não tem qualquer vínculo com facções.
Afinal, também conforme o advogado, Mãe jamais participou de assassinatos. “Esse indiciamento não faz sentido. Provarei que ele nunca teve envolvimento nesse homicídio”, garante Daniel Rossato.
Quem é Marcos da Silva Oliveira
A Polícia Civil alega que Mãe, também chamado Marquinhos, é suspeito de participação em 14 mortes, mesmo sem ele ter condenações em ocorrências do tipo. Analogamente, soma registros por tráfico de drogas e porte ilegal de armas.
No processo mais recente, Mãe teve prisão preventiva decretada após a Justiça considerar risco de coação das testemunhas. Além dele, outro acusado, Cristian Eli Rodrigues Marques, 30 anos, também recebeu ordem de prisão, mas segue foragido.
Mãe tem acusações como mandante de crimes nos bairros Vila Nova e Vila Jardim, em Porto Alegre, entre 2015 e 2016. Outrossim, faria parte da coalisão Antibala, diz o Ministério Público.

Da mesma forma, teria sido aliado de Jackson Peixoto Rodrigues, o Nego Jackson, 41 anos, morto a tiros na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) 3, em 23 de novembro de 2024. Vale destacar, por fim, a prisão da dupla na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, em 12 de janeiro de 2017.
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Fonte: Marcel Horowitz


