
Na sessão do Congresso, nesta quinta-feira, em que foram derrubados vetos do presidente Lula à LDO, entre eles para permitir doações de bens, valores ou benefícios pela administração pública em período eleitoral, o destaque foi a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), pela criação da CPMI do Master.
Na linha de frente da investida estavam representantes dos antagônicos PT e PL, que protagonizam o cenário da disputa pelo Planalto. Além do senador Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, em pessoa. Até aqui, Alcolumbre resistiu.
Ao ser diretamente cobrado pela leitura do requerimento de criação da CPMI, Alcolumbre foi categórico. Ele afirmou que a prerrogativa é do comando da Casa e que a iniciativa não é uma prioridade. “O momento da leitura é um ato discricionário. Esse assunto não pode ser o prioritário neste momento”, disse, mencionando que a sessão foi convocada para atender aos apelos de prefeitos, mobilizados em Brasília desde terça-feira, em função da Marcha dos Prefeitos.
Durante as cobranças, parlamentares citaram dois requerimentos que contam com número superior as 171 assinaturas necessárias para a criação da CPMI: um do deputado Carlos Jordy (PL), já protocolado, e outro das deputadas Fernanda Melchionna (PSol) e Heloísa Helena (Rede).
Taline Oppitz / Correio do Povo