
O governador Eduardo Leite e o pré-candidato do PSD ao Planalto, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tiveram uma conversa reservada, de cerca de 30 minutos, na sede da Farsul. No encontro, Leite entregou a Caiado uma “Carta ao pré-candidato à presidência pelo PSD”. No documento, Leite defendeu que política não é o espaço da uniformidade, mas da construção de convergências entre diferentes. Ele afirmou ter respeito pela trajetória, experiência e disposição de Caiado para liderar um projeto nacional.
Após destacar pontos de convergência e temas que gostaria de ver defendidos na campanha, como reformas consideradas necessárias, Leite abordou um ponto sobre o qual pensam diferente, citando a promessa de anistia feita por Caiado. “Compreendo que há, por parte do governador Caiado, a verdadeira intenção de buscar a pacificação do país ao tratar da questão envolvendo os atos de 8 de janeiro. Esse é um objetivo que todos nós devemos compartilhar. Mas, sinceramente, não me parece que a pacificação nacional será alcançada com a inauguração de um governo tendo como um de seus primeiros atos a concessão de anistia ampla aos envolvidos nesses episódios”, diz trecho da carta, defendendo que eventuais excessos podem e devem ser debatidos.
Encontro foi alterado
Originalmente, a conversa reservada entre Leite e Caiado ocorreria no Piratini, onde o governador gaúcho receberia o presidenciável do PSD, nesta quinta-feira, pela manhã. Leite, no entanto, enfrentou atraso no seu voo de São Paulo para Porto Alegre em função da pane que fechou os aeroportos de Guarulhos e de Congonhas por mais de uma hora.
Fonte: Taline Oppitz / Correio do Povo