
Foto: Camila Cunha/ CP
O presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, destacou nesta quarta-feira a capacidade de resiliência do Rio Grande do Sul para investimentos econômicos e disse que há um trabalho intenso para fazer o estado figurar no planejamento estratégico de empresas do mundo todo. A declaração foi antes do evento Tá na Mesa, promovido pela Federasul, no Centro Histórico de Porto Alegre, onde ele apresentou as oportunidades desenvolvidas pela agência estatal de promoção econômica do RS.
Com pouco mais de dois anos de atuação, a Invest RS acompanha projetos potenciais de investimentos que somam R$ 35 bilhões, entre prospecções e já anunciados em diferentes etapas de desenvolvimento, em áreas como transição energética, prioritariamente, mas também tecnologia e inovação; além de turismo. Segundo ele, dados indicam que o Rio Grande do Sul captou, nos últimos três anos, cerca de R$ 250 bilhões em investimentos; R$ 90 bilhões somente no ano passado.
“Desafios acho que teremos sempre, é a característica do nosso país, e a gente tem trabalhado para que esses desafios se transformem em oportunidades”, salientou Prikladnicki, para quem a reconstrução após as enchentes de 2024 tem sido encarado como um importante ativo do estado e inclusive um diferencial competitivo.
No radar, a agência tem discutido ainda o acordo Mercosul-União Europeia, com players a exemplo da Federação das Indústrias do RS (Fiergs) e ApexBrasil. Em outubro, o Rio Grande do Sul participa do Salão Internacional de Alimentação (Sial), em Paris, com o RS Day visando promover o setor alimentício local, e na próxima semana, o estado abre uma representação comercial na China, um dos maiores parceiros comerciais do estado.
Questionado sobre a reforma tributária, ele disse ver as mudanças de tributação de maneira positiva, uma vez que, nas palavras dele, reduz a guerra fiscal e obriga as unidades da federação a competirem com base em diferenciais como capital humano e presença de ecossistemas de inovação. De qualquer maneira, esta complexidade tributária é administrada, segundo o presidente da Invest RS, por meio de uma “educação ao investidor”, promovendo, por exemplo, apoio aos estrangeiros que querem investir, mas não estão familiarizados com as regras locais.
A agência ainda pleiteia a criação de um fundo composto por capital público e privado, para estruturar condições atrativas a novos negócios, e ainda pautas conjuntas, como a criação de um fundo constitucional para o Sul do Brasil, algo também defendido por setores econômicos estratégicos, como o Sindicato das Indústrias de Energias Renováveis do RS (Sindienergia-RS).
Além disto, a implantação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) e projetos de incentivo para áreas de fronteira. O presidente ainda expressou confiança em um desfecho positivo no caso da CMPC, cujos investimentos bilionários no Projeto Natureza, no município de Barra do Ribeiro, têm sido alvo de controvérsias, especialmente do Ministério Público Federal (MPF).
Fonte: Felipe Faleiro/Correio do Povo


