
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu nesta sexta-feira, em Porto Alegre, o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, alvo, nesta semana, da mais recente fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, por supostas ligações com o escândalo do Banco Master.
Wagner, segundo as investigações, é suspeito de receber pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, além de um apartamento em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões. “O senador vai ter a oportunidade de apresentar sua defesa; Isso é parte do processo legal de amplo direito de defesa. Outro caso é quando existem provas”, disse Boulos, em entrevista coletiva antes da abertura oficial da edição local do “Governo do Brasil na Rua”, na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da Capital, coordenado pela Secretaria. Ele ainda criticou fortemente a oposição.
“Alguém ouviu algum áudio do Jaques Wagner pedindo R$ 134 milhões para o Vorcaro? Eu não ouvi, ouvi do Flávio Bolsonaro, que é candidato da oposição à presidência da República. Alguém viu uma foto do Jaques Wagner andando no jatinho do Vorcaro? Não, eu vi do Nikolas Ferreira, que é deputado bolsonarista”, comentou ele, antes de prosseguir.
“O Jaques Wagner deu R$ 2 bilhões da previdência da Bahia quando ele era governador, para o Banco Master? Não, quem deu foi o Cláudio Castro, governador bolsonarista. O Jaques Wagner tentou salvar o Master usando um banco estadual? Não. Quem fez isso foi o Ibaneis, governador bolsonarista”, afirmou Boulos. Usando um ditado popular, disse que “quem pariu Mateus que o balance”. “Existem casos em que há suspeitas, têm que ser respondidas. Existem casos que existem provas, e aí as pessoas têm que responder por isso”, comentou ele.
Fonte: Felipe Faleiro / Correio do Povo


