
O fortalecimento dos pequenos negócios e a ampliação das oportunidades de mercado para empreendedores das periferias estarão no centro da participação do Sebrae RS na ExpoFavela RS 2026, que será realizada nos dias 6 e 7 de novembro, no Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre. Patrocinadora da feira, a entidade terá um estande destinado ao relacionamento e ao atendimento dos participantes, além de integrar a programação de conteúdo, com presença em painéis e debates. Durante o evento, também será realizada uma nova etapa de pesquisa sobre o perfil e os desafios dos empreendedores periféricos expositores, dando continuidade a um levantamento anterior.
A iniciativa está alinhada ao Programa Plural, por meio do qual o Sebrae RS desenvolve ações voltadas à inclusão produtiva e ao fortalecimento de públicos sub-representados. A participação na feira busca aproximar os empreendedores de soluções de gestão, capacitação e acesso a mercados, além de ampliar as possibilidades de relacionamento com clientes, fornecedores e parceiros.
Para Kelly Valadares, coordenadora estadual do Programa Plural do Sebrae RS, a ExpoFavela representa uma oportunidade de reconhecer e dar visibilidade a negócios que já desempenham um papel importante na economia dos territórios, mas ainda encontram obstáculos para ampliar sua atuação. “A feira dá visibilidade a negócios que muitas vezes ainda enfrentam barreiras para acessar mercados, redes de relacionamento e oportunidades de desenvolvimento. Para nós, apoiar esses empreendedores é reconhecer talentos e iniciativas que já movimentam a economia local e contribuir para que possam crescer, gerar renda e criar novas oportunidades”, afirma.
Entre as demandas identificadas pelo Sebrae RS junto a esse público estão orientações em gestão, planejamento, acesso a crédito e utilização de ferramentas digitais. A ampliação da visibilidade comercial e a construção de conexões também aparecem como necessidades recorrentes. Apesar dos desafios, a coordenadora destaca a criatividade, a capacidade de inovação e o conhecimento das necessidades locais como características importantes desses empreendimentos.
“Temos muitos empreendedores com produtos e serviços de qualidade, mas que ainda encontram dificuldades para chegar a novos mercados e transformar seu potencial em crescimento sustentável. Existe uma oportunidade importante de conectar essa força empreendedora a mais capacitação, redes de apoio e canais de comercialização”, observa Kelly.
A atuação na ExpoFavela também considera o impacto que a preparação e a participação em eventos dessa natureza podem produzir no desenvolvimento dos negócios. A experiência permite conhecer consumidores, estabelecer contatos e construir relações que podem permanecer depois do encerramento da feira. A coordenadora ressalta que “a feira é uma vitrine, mas também pode ser um ponto de partida para novas relações e oportunidades. Queremos que a participação na ExpoFavela deixe resultados que continuem depois da feira, como mais confiança, mais conhecimento e novas possibilidades de negócio”.
Pesquisa vai atualizar diagnóstico dos negócios periféricos
Outro destaque da participação do Sebrae RS será a realização de uma nova edição da pesquisa com empreendedores periféricos que estarão expondo na feira. O objetivo é atualizar o diagnóstico sobre as características, os desafios e as oportunidades desses negócios, permitindo identificar transformações ocorridas desde o levantamento anterior.
O primeiro estudo contemplou empreendedores de cinco territórios de Porto Alegre: Morro da Cruz, Restinga, Planetário, Bom Jesus e Cruzeiro. A nova coleta deverá ampliar o conhecimento sobre a realidade desse público e oferecer subsídios para orientar projetos e estratégias de apoio mais conectados às necessidades locais. Os resultados, no entanto, não estarão disponíveis durante a ExpoFavela, uma vez que o trabalho de campo será realizado ao longo do evento.
De acordo com Carolina Niederauer, gestora de Projetos do Sebrae RS, conhecer a realidade de quem empreende nas periferias é uma condição fundamental para desenvolver iniciativas que respondam efetivamente às demandas desses territórios. Ela explica: “mais do que reunir dados, queremos compreender as mudanças, identificar desafios que ainda persistem e reconhecer novas oportunidades. Essas informações são fundamentais para orientar estratégias, projetos e políticas de apoio cada vez mais conectados à realidade dos territórios. Acreditamos que, para desenvolver soluções que realmente façam sentido, precisamos primeiro conhecer e escutar quem empreende nesses espaços”.

