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PM réu pelas mortes de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha fará exame de sanidade mental

PM Cristiano Domingues Francisco, suspeito do desaparecimento da família Aguiar Foto : Rodrigo Thiel / Especial / CP
Cristiano Domingues Francisco, réu por morte de família em Cachoeirinha – Foto : Rodrigo Thiel / CP

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, réu pelas mortes da ex-companheira, Silvana Germann de Aguiar, 48, e dos pais dela, Isail e Dalmira de Aguiar, 69 e 70, respectivamente, em Cachoeirinha, fará exame de sanidade mental. A avaliação ocorreria em 18 de setembro, no Hospital da Brigada Militar, em Porto Alegre, mas acabou sendo cancelada e, por isso, ainda não tem data definida.

Domingues era soldado da 3ª Companhia do 15ª Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Canoas. Preso preventivamente, desde 10 de fevereiro, ainda recebe salário mensal de R$ 6,9 mil. Logo, o Ministério Público (MPRS) requereu a perda do cargo, sendo aberto um processo administrativo na Corregedoria-Geral da BM.

O advogado Marcio Rosano, que, na Justiça Militar, representa Cristiano Domingues, afirma que eventual exoneração dependeria do laudo médico. “A realização do exame é um procedimento previsto na própria instituição”, disse.

Portanto, se a perícia não apontar insanidade, Domingues poderá ser expulso da corporação e, assim, perderá o salário. Caso contrário, seguirá recebendo vencimentos.

“Se essa análise indicar qualquer alteração psiquiátrica, vamos pedir exames complementares. Além disso, reiteramos que a inocência do Cristiano será comprovada no decorrer do processo”, afirmou o advogado Marcio Rosano.

As vítimas desapareceram entre os dias 24 e 25 de janeiro. Seus corpos nunca foram encontrados.

Três réus por morte de família

Além de Cristiano, a atual esposa dele, Milena Ruppenthal Domingues, também é ré por dois feminicídios e homicídio, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Ela responde em liberdade.

Wagner Domingues Francisco, irmão de Cristiano, é réu por fraude processual, ocultação de cadáver e associação criminosa. Também responde em liberdade.

O advogado e ex-presidente da OAB/RS, Ricardo Breier, à frente da defesa do PM e do irmão dele, na Justiça Civil, reitera a inocência da dupla. Igualmente, a advogada Suelén Lautenschleger, que representa Milena Ruppental, também nega o envolvimento da cliente no crime.

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Fonte: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba

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