
A Polícia Civil aguarda o resultado da perícia efetuada pelas equipes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) no brinquedo Torre que despencou na noite de do último domingo, em um parque de diversões, instalado provisoriamente na cidade Guaíba. O acidente acabou deixando ao menos 11 pessoas feridas. Ainda na terça-feira, a última paciente envolvida no caso recebeu alta hospitalar e já está em casa, medicada e em recuperação.
A titular da Delegacia de Polícia de Guaíba, Karoline Calegari, informou que neste momento não há nenhuma novidade com relação as investigações. Entretanto, as equipes policiais seguem dando continuidade às diligências e a oitivas de testemunhas para entender a dinâmica dos fatos, apurar as circunstâncias do incidente e a autoria.
Já o IGP, por sua vez, esclarece que atualmente a equipe trabalha na elaboração dos laudos técnicos e, assim que concluídos serão remetidos à autoridade policial, para que possam subsidiar as investigações. Informou ainda que, em respeito ao sigilo da investigação conduzida pela Polícia Civil, o órgão não comenta o escopo dos exames e o resultado das análises realizadas.
Com relação ao prazo para conclusão do trabalho pericial, salienta que está empenhado em realizar um atendimento célere, respeitando o rigor técnico que permeia todas as perícias realizadas pelo órgão, mas não é possível estabelecer uma data exata como previsão.
FILHO REMARCA IDA AO PARQUE E SE LIVRA DE ACIDENTE
Lucianne Noguchi, mãe de Gabriel, 15 anos, que desde pequeno tem problemas locomoção, conta que o filho tinha combinado de ir com os colegas de escola ao parque de diversões no domingo, dia 19, para justamente curtir a atração do brinquedo Torre. “Ele gosta de atrações radicais e queria muito ir no parque para andar justamente no brinquedo que apresentou problemas. Naquele domingo, os amigos ligaram dizendo que tinha surgido um compromisso e remarcaram o passeio para o dia seguinte.”
A mãe de Gabriel conta que quando viu a reportagem falando sobre o acidente no brinquedo, ficou aliviada. “A gente nunca vai imaginar que uma coisa dessas possa acontecer com o filho da gente. Eu não proíbo o Gabriel de nada. Pelo contrário, eu e o pai dele acompanhamos ele em todas as atividades, mas neste caso realmente eu estava protelando a ida dele ao parque justamente por ter um certo receio quanto a manutenção e as condições daqueles equipamentos.” Segundo Luciano, foi um livramento.
Fonte: Fernanda Bassôa / Correio do Povo