
A votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), pelo plenário da Assembleia, nesta terça-feira, colocou, novamente, ao lado do governo, partidos que desembarcaram recentemente da base aliada para apoiar adversários da atual gestão na eleição.
O PL, do pré-candidato Luciano Zucco, da oposição à direita, assim como os outros integrantes da coligação, foram favoráveis ao texto.
As exceções foram partidos da oposição à esquerda, casos do PT, PSol e do PSB, que tentaram, sem sucesso, emplacar emenda com a aplicação dos 12% na saúde já em 2027, e votaram contra a proposta.
O ex-aliado PDT, partido da pré-candidata Juliana Brizola, que tem o PT na vice, e os demais partidos de esquerda na aliança, no entanto, foi favorável à proposta do governo.
O desfecho evidenciou que acabou pesando, na análise, mais do que discursos contaminados pelo viés eleitoral, a responsabilidade de quem pode vir a governar o Estado a partir de janeiro de 2027. O ano que vem será economicamente desafiador. Além de um equilíbrio fiscal “frágil”, como classificou o próprio governador Eduardo Leite (PSD), durante a apresentação da LDO, em maio, outros fatores irão ampliar a empreitada do próximo gestor. Entre eles, a retomada do serviço mensal da dívida.
Aproveitamento mantido
Com a aprovação da LDO, sem alterações, o líder do governo na Assembleia, Frederico Antunes (PSD), manteve os 100% de aproveitamento que conseguiu sustentar até aqui. Ele está na função praticamente desde o início da primeira gestão Leite. O próximo, e talvez último desafio de Frederico na liderança, será o projeto do orçamento para 2027.
Fonte: Taline Oppitz / Correio do Povo


