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Menina morta após maus-tratos também era vítima de abuso sexual na zona leste de Porto Alegre

Samylle Valentina Borba Ramiro, morta em Porto Alegre - Foto: Arquivo Pessoal
Samylle Valentina Borba Ramiro, morta em Porto Alegre – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Samylle Valentina Borba Ramiro, a menina de quatro anos que foi agredida e morta, na zona leste de Porto Alegre, também era vítima de violência sexual, acredita a equipe da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bom Jesus, que atestou a morte, pouco após a meia-noite desta segunda-feira. Além disso, a irmã mais velha da criança já havia relatado abusos a uma cuidadora, que denunciou a situação.

Policiais da Brigada Militar foram à casa da família, na rua Aristides Rosa, localidade da Vila Colina, no bairro Jardim Carvalho, em 5 de maio de 2025. Inicialmente, a primogênita, oito anos, tinha comportamento atípico, indicando abusos do padrasto, Vladinei Borba da Luz, que é pai de Samylle Valentina. A tal cuidadora, então, tentou alertar a mãe das meninas, Caroline Fagundes Ramiro, que teria alegado, por sua vez, já saber da situação, justificando, porém, que ela “nada poderia fazer”.

Ainda na mesma data, o casal prestou depoimento à Polícia Civil, sendo a dupla autuada, mas mantida em liberdade, pois não houve flagrante. Ademais, há cerca de dois meses, por orientação do Conselho Tutelar, a pequena morava com os tios, também na Vila Colina. Já a irmã mais velha, vive com o pai biológico.

Tio é suspeito da morte

Samylle Valentina Borba já estava morta quando chegou à UPA Bom Jesus, sendo transportada ao local por sua tia, Beatriz Eduarda Costa Ramiro, pouco após a meia-noite. O tio, Nicolas Gabriel Almeida Staubus, principal suspeito das agressões, tem paradeiro desconhecido.

Os médicos atestaram diversos hematomas no corpo, sendo na cabeça, braços e pernas. Analogamente, havia outros ferimentos na virilha. Em resumo, a vítima tinha sinais recentes e antigos de violência, segundo avaliação médica, com indicativos de possível abuso sexual.

Na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA), a tia relatou ter encontrado a sobrinha espumando pela boca, ao chegar do trabalho. Também disse, em seguida, que o marido deveria tomar conta da menina durante a tarde. Acabou sendo liberada, após depoimento.

UPA Bom Jesus, onde Samylle Valentina Borba Ramiro chegou já sem vida - Foto: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba
UPA Bom Jesus, onde Samylle Valentina Borba Ramiro chegou já sem vida – Foto: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba

O tio soma antecedentes por ameaça, injúria e lesão corporal. Já o pai e a mãe, respondem por vias de fato e ameaça, respectivamente, além de estupro de vulnerável. A mãe também tem registro de homicídio. Como se não bastasse, afinal, os três seriam usuários de drogas.

A reportagem tenta contato com todos os envolvidos, assim como insiste em buscar as respectivas defesas. O espaço permanece aberto para manifestações.

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Fonte: Marcel Horowitz

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